Procuradora dos EUA diz contar com cooperação do Catar para investigar Fifa

Principal responsável pela investigação contra a Fifa, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, afirmou nesta quarta-feira que conta com a cooperação do Catar, futura sede da Copa do Mundo de 2022, na apuração do escândalo de corrupção na cúpula da entidade máxima do futebol.

Estadão Conteúdo

09 de dezembro de 2015 | 11h10

"Esperamos que o papel do Catar [na investigação] seja de cooperação", afirmou Lynch, em visita a Londres. Ela espera que a aproximação do Catar com os Estados Unidos, em razão dos ataques ao Estado Islâmico no Oriente Médico, favoreça a cooperação também em casos de corrupção.

O Catar foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2022 em uma polêmica votação, em dezembro de 2010. O pleito foi seguido de diversas denúncias de corrupção. Há suspeitas de que dirigentes catarianos tenham subornando membros do Comitê Executivo da Fifa para votarem a favor do país para receber o evento de 2022. O país nega qualquer irregularidade na eleição em que saiu vitorioso.

As suspeitas estão sendo investigadas a fundo pelo Departamento de Justiça dos EUA, que prendeu sete cartolas da Fifa no fim de maio, em Zurique, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Na semana passada, outros dois dirigentes foram detidos na mesma situação, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta quarta, Loretta Lynch avisou as autoridades do Catar que os EUA também investigarão a relação do país com a Fifa caso surjam indícios. "Se descobrirmos um problema, corrupção ou uma violação de lei que leve os EUA a um caso investigatório, vamos seguir em frente nesta apuração", declarou a procuradora-geral.

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