Javire Barbancho/Reuters
Javire Barbancho/Reuters

Procuradoria espanhola pede prisão de Messi por fraude tributária

Jogador do Barça é acusado de fraudar o Fisco em R$ 17,5 milhões

O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2015 | 10h57

A Procuradoria da Espanha pediu uma sentença de prisão de 22 meses para o jogador do Barcelona Lionel Messi em um caso de fraude tributária, de acordo com documentos do tribunal divulgados nesta quinta-feira.

Messi e seu pai, Jorge, foram ordenados a comparecer perante um tribunal para responder a acusações de fraude tributária na Espanha superior a 4 milhões de euros (R$ 17,5 milhões).

Na terça-feira, a Promotoria da Espanha havia pedido a prisão apenas do pai de jogador, Jorge Horacio, e havia solicitado o arquivamento das denúncias contra o Messi. O Ministério Público tinha inocentado o atleta, ao entender que ele não podia culpado na fraude cometida pelo pai.

Em depoimento, o pai de Messi havia assumido toda a responsabilidade na gestão tributária dos rendimentos do filho, mas decidiu-se que o jogador seria mantido como acusado no processo, uma medida respaldada posteriormente pela Audiência de Barcelona.

A Procuradoria da Espanha, no entanto, entende que Messi é "coautor" e que não se pode ignorar que boa parte dos rendimentos do jogador vem de direitos de imagem que são pagos em empresas de paraísos fiscais no Uruguai e Belize. 

Pelas investigações, Jorge Horacio iniciou o "mecanismo fraudulento" quando o jogador ainda era menor de idade. Após 2005, quando Messi completou 18 anos, o pai "seguiu tomando todas as decisões relativas à exploração econômica" dos direitos de imagem do atacante do Barcelona.

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