Orlando City/Divulgação
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Procuradoria italiana pede absolvição de Kaká em caso de evasão fiscal

Jogador fez acordo para pagar 2 milhões de euros em impostos

EFE

19 de outubro de 2015 | 19h39

A Procuradoria de Milão solicitou a absolvição do meia Kaká, acusado de evadir 2 milhões de euros em impostos de seus direitos de imagem com uma suposta empresa fantasma.

O atleta de 33 anos, que defendeu o Milan de 2003 a 2009 e de 2013 a 2014 e agora joga pelo Orlando City, é acusado de ter criado a empresa Tamid Sport & Marketing para evitar os impostos procedentes da comercialização de sua imagem. No entanto, os procuradores consideram que essa sociedade não era fictícia e tinha funcionamento real.

"Na época, meu cliente era um dos jogadores mais valorizados do mundo. Tinha concedido a um terceiro sujeito os direitos de sua imagem, não para satisfazer desejos de otimização fiscal, mas por puro interesse econômico, para conseguir o maior número de contratos", disse o advogado do jogador na Itália, Daniele Ripamonti.

Por outro lado, o jogador não pagou 2 milhões de euros em impostos durante o biênio 2008/2009, mas já fechou o litígio administrativo ao reembolsar o valor ao Fisco italiano.

"Kaká definiu sua posição pagando à Fazenda 2 milhões de euros para fechar um processo negativo para sua imagem comercial e convencido de que não seria aberto processo penal algum, como ocorreu no final", destacou Ripamonti.

A juíza da Segunda Seção Penal do Tribunal de Milão, Lorella Trovato, adiou o processo para o dia 23 de novembro, para quando se espera a sentença.

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