Sérgio Neves/Estadão
Sérgio Neves/Estadão

Profissionais da elite participam de criação de federação de treinadores

A iniciativa tem o apoio de grandes técnicos como Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2013 | 08h30

SÃO PAULO - Um grande evento nesta manhã, em um hotel de luxo de São Paulo, vai marcar o lançamento da Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF), entidade que pretende profissionalizar, regularizar e organizar a categoria no Brasil.

“Queremos que nossa classe seja respeitada. O treinador ficou distante da profissionalização do futebol”, diz Vágner Mancini, treinador do Atlético-PR e um dos idealizadores da federação, ao lado de Caio Junior (Vitória), Dorival Junior (Vasco), Adilson Batista (Figueirense) e Falcão, atualmente sem clube.

Já confirmaram presença no evento, além dos fundadores, Gilson Kleina, Muricy Ramalho, Oswaldo de Oliveira, Leão, Ney Franco, Geninho, Ricardinho e Silas, além de dezenas de técnicos que trabalham nas Séries B, C e D. A iniciativa tem o apoio de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira, respectivamente técnico e coordenador da seleção - eles ainda não garantiram que vão ao evento.

A adesão maciça mostra que a falta de uma legislação trabalhista é um problema que preocupa até quem está no todo da pirâmide. A federação está sendo criada em parceria com o sindicato da categoria, o dos atletas e a Abex (Associação Brasileira dos Executivos de Futebol). Representantes do Ministério do Trabalho e presidentes de clubes também devem ir à reunião.

Em termos práticos, a federação vai lutar pelos direitos dos treinadores, como, por exemplo, a assinatura de contratos de trabalho com os clubes e o registro desses contratos na CBF. Além disso, a entidade quer criar formas de proteger os treinadores no momento da demissão.

As discussões para a criação da federação duraram mais de um ano. Por meio de encontros e conversas por e-mails, os treinadores foram aperfeiçoando o modelo de funcionamento da entidade até o lançamento e a posse da diretoria. Grande parte da linha de frente da entidade será formada pelos próprios técnicos. “Não queremos brigar com ninguém, nem com clubes, nem com atletas. Queremos dar a nossa contribuição e ajudar a profissionalizar ainda mais o futebol brasileiro”, esclarece Mancini.

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