Proibido de jogar, Caio treina

A situação de treinar e não poder jogar está chegando ao limite para Caio, barrado dos jogos pela diretoria enquanto não aceitar uma mudança radical em seu contrato. "Enquanto isso não acontece, continuo treinando forte, pronto para voltar a qualquer momento, comentou. Vendo o bom ambiente no grupo e a boa campanha da equipe, aumenta sua vontade de atuar. "O time está redondo e dá uma vontade muito grande de jogar, mas isso ainda não é possível". Na pré-temporada, o atacante foi um dos destaques do time de Geninho. Escalado para a estréia no Rio-São Paulo contra o Flamengo, foi considerado o melhor jogador santista em campo, mas em seguida pediu para não mais jogar enquanto sua situação permanecesse indefinida e houvesse a possibilidade de ser transferido para o Parque Antártica. "Estava muito motivado, mas surgiram os problemas de contrato, que continuam até hoje", disse ele, revelando que desde que as negociações com o Palmeiras foram encerradas, colocou-se à disposição do treinador. Só que a diretoria impediu sua escalação, ao mesmo tempo em que tenta fazer uma revisão radical em seu contrato. O problema começou em janeiro do ano passado, quando Caio estava emprestado ao Flamengo e foi chamado de volta. Na negociação, a diretoria acabou comprando os 35% do passe que pertenciam ao jogador, comprometendo-se a pagar em duas parcelas de US$ 600 mil. Nenhuma foi paga e, já no final do ano o clube acumulava outros débitos com o jogador, totalizando uma dívida de cerca de R$ 4 milhões. "Não fui eu quem abriu essa questão de valores", revelou o atacante, preocupado com a última proposta que recebeu da diretoria: rasgar o contrato do ano passado, abrir mão de todo o atrasado e aceitar a redução salarial. "Não dá para aceitar uma proposta dessas", comentou. Enquanto não chegar a um acordo, ele continuará treinando.

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