Projeto da CBF era construir imóvel

No auge das CPIs do Futebol, no Senado, e da CBF, na Câmara dos Deputados, e pressionado para transferir a sede da entidade para Brasília, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, lançou um projeto para a construção de uma nova sede na Barra da Tijuca, orçado em US$ 75 milhões. Na ocasião, foi apresentada uma maquete da obra, que teria espaço para um moderno museu do futebol brasileiro, shopping center, centro de entretenimento e cinemas. A obra da nova sede não saiu do papel. Pelo projeto, a construção teria a forma de uma bola com 25 metros de altura e ficaria pronto até 2003. A obra era para ter sido iniciada em janeiro de 2001. Um contrato com uma construtora inglesa, a Mice, chegou a ser celebrado. A empresa ficaria responsável pela construção da nova sede tirando da CBF o ônus do empreendimento. O investimento do projeto seria captado junto a patrocinadores. Em contrapartida, a empresa inglesa teria o direito de explorar o museu do futebol por dez anos. No lançamento da nova sede, em setembro de 2000, Teixeira estava eufórico e não escondeu os problemas do atual prédio, na Rua da Alfândega, nº 70, no Centro. "A sede da CBF ficou obsoleta diante de sua importância. Não tem telefones, computadores e estacionamento. Os troféus estão espalhados pelo chão. Decidi construir uma sede digna do melhor futebol do mundo. E no Rio de Janeiro, que é o local ideal", disse o dirigente. Teixeira ainda frisou que a nova sede seria construída em um terreno comprado com recursos da entidade. O dirigente temia em aceitar a doação de um terreno pela prefeitura do Rio e depois ser questionado por seu uso.

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