JF Diorio/Estadão
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Projeto de Raí é o único aprovado para a concessão do Pacaembu

Na proposta do ex-jogador, tobogã será demolido para construir dois prédios com restaurantes, escritórios e hotel

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

09 Março 2018 | 07h00

Atualizado às 14h55

Com a proposta de demolir o tobogã para construir dois prédios com restaurantes, escritórios e hotel, o projeto do consórcio integrado pela empresa do ex-jogador e dirigente são-paulino Raí foi o único aprovado pelos órgãos de proteção ao patrimônio de São Paulo para a concessão do estádio do Pacaembu à iniciativa privada.

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Os conselhos de preservação municipal e estadual afirmaram que as ideias apresentadas pelo consórcio Novo Pacaembu são as “mais compatíveis” com o estádio, o complexo esportivo vizinho e o próprio bairro, todos tombados como patrimônio histórico. Os prédios serão envidraçados e suspensos, permitindo uma integração entre o setor do campo com o das quadras e piscina.

Agora, o projeto de Raí deve servir de base para a Prefeitura abrir a licitação de concessão do estádio municipal por até 35 anos. O edital deve ser lançado ainda este mês para consulta pública pelo prefeito João Doria (PSDB).  Qualquer empresa poderá participar da disputa, inclusive a do dirigente tricolor, e o vencedor terá de reembolsar o consórcio de Raí pelas ideias utilizadas pela Prefeitura. 

Além da demolição do tobogã, que deve reduzir a capacidade do Pacaembu em quase 12 mil lugares – de 40 mil para 28 mil torcedores, o projeto de Raí e de um grupo de investidores prevê a cobertura das arquibancadas centrais – a cobertura total do estádio também será permitida – , uma praça pública e a inserção de uma nova concha acústica para eventos, retirada na década de 1970 para a construção do tobogã.

Em nota, a Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias reiteirou que os órgãos de proteção aprovaram diretrizes apresentadas no projeto do consórcio de Raí para o Pacaembu no âmbito do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) lançado em junho do ano passado e que a proposta do ex-jogador não é o projeto final para a concessão do estádio. Além da empresa de Raí compõe o consórcio Novo Pacaembu as empresas Arap, Nishi & Uyeda Advogados, Arena Assessoria de Projetos Ltda., BF Capital Assessoria em Operações Financeiras Ltda. e Jones Lang Lasalle Hotels S.A.

"As obras que de fato serão realizadas no complexo estarão definidas somente após a publicação do edital e deverão passar novamente pelo crivo dos órgãos de tombamento Conpresp (municipal) e Condephaat (estadual). O que houve agora foi uma análise prévia, que ajudou a administração municipal a desenvolver o edital para a concessão do equipamento, levando em consideração as diretrizes estabelecidas pelos órgãos de tombamento", afirma a secretaria.

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