Reprodução e FABIO MOTTA/ESTADAO
Reprodução e FABIO MOTTA/ESTADAO

Projeto original do CT não tinha espaço para setor com contêineres

No local, estava previsto um jardim e um estacionamento para receber convidados do Flamengo

Redação, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2019 | 14h28

Com base no comparativo de duas imagens do Centro de Treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, em Vargem Grande, Rio, onde o clube montou os contêineres para alojar 36 garotos das categorias inferiores, é possível constatar que o projeto original do CT não tinha espaço para aquele setor onde os meninos moravam. A maquete do Ninho, divulgada antes mesmo de ele ser inaugurado, mostrava um jardim e um estacionamento bem cuidado para receber os convidados do Flamengo, profissional de outras áreas e parceiros do clube.

Na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Melo, quando o Ninho foi idealizado e entregue, uma vez que a atual administração assumiu em 1º de janeiro, como ela mesma ressaltou neste fim de semana, não havia alojamento em contêineres naquele setor. No dia no incêndio, sexta-feira, havia 24 meninos dormindo no local, dez morreram queimados e três precisaram de socorros médicos. Nas imagens mostradas do incêndio, ainda com os contêineres em chama, dava para ver as passagens impedidas na frente da porta do alojamento, com objetos que mais pareciam estar em um depósito de entulhos. A aparência antes do incêndio era mesmo essa.

 

No projeto original, como comprova a foto desta reportagem, nada disso deveria estar ali. Maquete e planta do Ninho do Urubu foram enviadas para a prefeitura do Rio em 2010, portanto, há oito anos. Elas foram aprovadas em 2011 e depois modificadas dentro do CT, muito provavelmente sem mais vistorias de órgãos competentes do Estado. O Ninho foi inaugurado em dezembro de 2018 já com o alojamento que pegou fogo na sexta-feira. Dirigentes do Flamengo informaram que o local era provisório e que ele seria desativado em breve. 

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