Rubens Chiri/Estadão
Rubens Chiri/Estadão

Projeto que tenta 'salvar' CT do São Paulo sofre alteração e avança na Câmara

Proposta atual quer estender concessão pública da área na Barra Funda até 2062, dez anos a menos que a ideia inicial

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2017 | 07h00

O projeto de lei que propõe estender a concessão pública da área do Centro de Treinamento do São Paulo sofreu uma alteração e conseguiu avançar na Câmara Municipal. O PL 546, de autoria do vereador Eduardo Tuma, inicialmente pedia que a concessão passasse de 40 para 90 anos, e já tinha sido aprovado em primeira votação no plenário da casa.

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Porém, antes que fosse submetido a uma segunda votação, o projeto foi alterado por uma emenda, que agora admite que a concessão ao clube seja estendida por mais 20 anos, renováveis por mais 20. A mudança, de acordo com o Globoesporte.com, foi feita para evitar que o projeto estacionasse na casa. Atualmente, o clube tem permissão para utilizar a área até 2022 e, se a concessão não for prorrogada, o São Paulo teria de buscar outro lugar para instalar seu CT.

Na primeira votação da versão anterior, o projeto teve sete votos contrários entre os 55 vereadores: Soninha Francine (PPS), Toninho Vespoli (PSOL), Eduardo Suplicy (PT), Sâmia Bomfim (PSOL), Natalini (PV), Juliana Cardoso (PT) e Mario Covas Neto (PSDB). Donato (PT) se absteve. Para que a emenda seja aprovada, são necessários 28 votos favoráveis. 

No projeto original, o autor acusa as atuais concessões de tratar de forma desigual os principais clubes do município de São Paulo. “O Palmeiras tem um prazo de concessão administrativa de 90 anos para ocupar uma área pública. Ao Corinthians Paulista, foi concedido os mesmos 90 anos”, justifica Tuma. “A desigualdade é injustificável e indica que não há parâmetro para definir o tempo que um clube pode permanecer em determinada área. Não há explicação cabível para isso”.

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