Rubens Chiri/Estadão
Rubens Chiri/Estadão

Projeto quer estender concessão pública da área do CT do São Paulo até 2072

Vereador acusa atuais concessões de tratar de forma desigual os principais clubes do município

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2017 | 10h22

O vereador Eduardo Tuma (PSDB), de São Paulo, protocolou na Câmara Municipal um projeto de lei que poderá aumentar a duração da concessão pública do local onde se localiza o Centro de Treinamento do São Paulo, na Barra Funda. Atualmente, o clube tem permissão para utilizar a área até 2022 e, se a concessão não for prorrogada, o São Paulo teria que buscar outro lugar para instalar seu CT.

Tuma quer que o São Paulo possa utilizar a área durante 90 anos, e não por 40, como a atual legislação, de 1982, permite. Se a lei for aprovada na Câmara e sancionada pelo prefeito João Doria (PSDB), o São Paulo terá seu CT garantido na Barra Funda até 2072.

O vereador acusa as atuais concessões de tratar de forma desigual os principais clubes do município de São Paulo. “O Palmeiras tem um prazo de concessão administrativa de 90 anos para ocupar uma área pública, ao Corinthians Paulista, foi concedido os mesmos 90 anos”, justifica Tuma, no projeto. “A desigualdade é injustificável e indica que não há parâmetro para definir o tempo que um clube pode permanecer em determinada área. Não há explicação cabível para isso”.

A justificativa do projeto cita ainda o impacto negativo que o fim da concessão traria ao São Paulo. "O encerramento do contrato provocaria a realocação do Centro para outra área, exigindo, para tanto, a reestruturação do local, de forma a ser capaz, novamente, de atender a demanda de treinamento dos atletas. O clube entende a seriedade em ser referência para os torcedores, incluindo crianças e jovens, e, devido a isto, que o clube reconhece a sua responsabilidade social e educacional na sociedade, através do apoio a projetos sociais, de interesse público". 

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