Miguel Schincariol/AFP
Miguel Schincariol/AFP

Promotor pede a prisão de torcedores chilenos que brigaram na Arena Corinthians

Paulo Castilho pede ainda o arresto dos bens dos fãs do Universidad de Chile que depredaram o estádio corintiano

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2017 | 18h38

O Ministério Público de São Paulo, na voz do promotor Paulo Castilho, pediu a prisão preventiva dos 24 torcedores chilenos que brigaram com a polícia na partida entre Corinthians e Universidad de Chile, na Arena Corinthians, pela Copa Sul-Americana, semana passada. A Justiça agora tem de definir se vai acatar a denúncia do promotor. Caso a resposta seja positiva, os chilenos passarão a ser réus do processo, e não poderão deixar o País.

Além da prisão, foi pedido também o arresto (apreensão de bens para garantia de uma dívida) dos bens dos torcedores ou um depósito judicial no valor de R$ 10 mil para cada torcedor. A verba é referente a reparação dos danos causados na arena. O Corinthians ainda não divulgou o valor exato dos danos provocados na confusão, mas a quantia estimada é de R$ 150 mil. 

Os chilenos foram denunciados por associação criminosa (de um a três anos de prisão), dano qualificado (de seis meses a três anos de detenção, além de multa), lesão corporal leve (de três meses a um ano) e depredação e resistência a prisão (que dá de um a três anos de pena).

Na sexta-feira passada, o juiz Rubens Pedreiro Lopes determinou o pagamento de fiança para 23 chilenos no valor de três a cinco salários mínimos. Eles tinham prazo até esta quarta-feira para continuar em liberdade, enquanto aguardam novo julgamento no Jecrim, Juizado Especial Criminal. Apenas um torcedor, que reside no Brasil, foi liberado de qualquer punição.

Os chilenos pagaram a fiança, mas com o pedido do promotor eles correm o risco de ser presos novamente. Os torcedores foram detidos na quarta-feira passada, após conflito com a PM. O grupo ficou detido até sexta-feira.

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