Promotora boliviana rejeita usar confissão de corintiano

O depoimento prestado nesta segunda-feira na Vara de Infância e da Juventude de Guarulhos pelo jovem H.A.M., de 17 anos, não terá efeito sobre o processo contra os 12 corintianos que seguem presos em Oruro, na Bolívia, indiciados pelo assassinato de um torcedor do San José durante partida entre o Corinthians e o clube local, pela Copa Libertadores.

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2013 | 20h29

Quem afirma isso é a promotora boliviana Abigail Saba, responsável pelo caso. "Qualquer pessoa que queira declarar, que tenha conhecimento sobre o acontecido, tem que se apresentar na justiça boliviana. Caso contrário, não podemos fazer nada", disse ela, em entrevista ao SporTV.

Em depoimento nesta segunda-feira, em Guarulhos, o menor teria assumido a autoria do disparo do sinalizador que matou Kevin Douglas Beltrán Espada, torcedor do San José. As declarações do torcedor em caráter oficial não serão divulgadas. Por ser menor de idade, ele é protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. E o caso vai correr em segredo de Justiça.

Com a confissão do menor, o advogado que defende a torcida Gaviões da Fiel e o garoto, Ricardo Cabral, espera que os 12 torcedores detidos na Bolívia desde a morte de Kevin sejam liberados. De acordo com Cabral, H.A.M. confessou até ser o dono dos sinalizadores encontrados com outros dois torcedores no estádio. Ambos estão presos, indiciados por assassinato. Os demais detidos são acusados de serem cúmplices.

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