Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

Promotores pedem prisão de médico que liberou Davide Astori a jogar futebol

Giorgio Galanti emitiu dois laudos que autorizavam jogador a atuar, mesmo com arritmias apontadas em exames

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2021 | 13h54

A promotoria no caso da morte de Davide Astori entrou com um pedido formal de sentença de 18 meses para o ex-médico Giorgio Galanti por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) do então jogador e capitão da Fiorentina. O atleta foi encontrado morto em um quarto de hotel em 4 de março de 2018, antes de um jogo contra a Udinese. Ele tinha 31 anos.

A causa da morte de Astori foi parada cardíaca. No momento do óbito do zagueiro, Galanti era o direto médico responsável pelo Centro de Referência de Medicina Esportiva do Hospital da Universidade Careggi, em Florença.

O pedido da promotoria usa como argumento o fato de Galanti ter emitido dois certificados diferentes que atestavam a capacidade de Astori em jogar futebol profissionalmente. O primeiro documento é datado de julho de 2016, enquanto que o segundo é de julho de 2017. Os promotores alegam então que o zagueiro não tinha condições atividade física intensa e que ele morreu devido à falha em diagnosticar uma cardiomiopatia becomericular arritmogênica.

Uma junta técnica foi consultada a pedido do Ministério Público para fazer a avaliação dos dois laudos. Foi contestado que os certificados foram emitidos apesar de apresentarem arritmias cardíacas nos testes de esforços intensivos. Segundo o protocolo, isto já era motivo suficiente para terem sidos realizados outros exames mais detalhados para descartar doenças cardíacas orgânicas ou uma síndrome arritmogênica.

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