Proposta do Palmeiras balança Picerni

Apontado como o técnico mais cotado para assumir o Palmeiras. Jair Picerni prefere se refugiar no Guarujá, na Baixada Santista, mas já teria confidenciado a amigos que a proposta para assumir o time do Parque Antártica é daquelas que pode-se considerar irrecusável. Na verdade, o treinador já balança e pode mesmo deixar o Guarani. No aspecto financeiro, os números estão quase arredondados. O Palmeiras estaria pagando R$ 100 mil por mês ao técnico, portanto cerca de R$ 40 mil a mais do que ele recebe, atualmente, no Guarani. Mas Picerni recebeu R$ 160 mil a título de luvas por um ano de contrato, que termina em junho. Caso deixe o Guarani agora terá de reembolsar o clube na metade deste valor: R$ 80 mil. O cobiçado Picerni, entre luvas e salários, já recebe cerca de R$ 80 mil em Campinas. Se a diferença salarial entre Guarani e Palmeiras é pequena - de R$ 20 mil - não dá para se comparar o retorno promocional e profissional dele dirigir, pela primeira vez, o Palmeiras. Picerni se recusa a falar no assunto. Desmente um contato com o presidente Mustafá Contursi, que já teria ocorrido, e nem comenta os valores discutidos. Prefere refugiar-se ao lado da família. O seu auxiliar-técnico, Jair Squarizzi, continua em Campinas acompanhando a fase de contratações, todas elas ratificadas pelo próprio Picerni. A seu pedido, o clube já contratou o goleiro Jean (Vitória), o lateral Paulo Henrique (Gama), o zagueiro Paulão (Juventude), o meia Esquerdinha (Botafogo-RJ) e o atacante Vágner (São Caetano). Além disso, praticamente definiu a vinda do meia Lúcio, do Cruzeiro, e do centroavante Rodrigão, ex-Santos. "Acho que financeiramente não interessaria ao Picerni. Sem contar que a diretoria está se esforçando para formar o time em 2003. Falei com ele (Picerni) só na quarta-feira e, sinceramente, não sei se ele conversou com o pessoal do Palmeiras. É claro que ele é um profissional e pode até pensar no assunto", comentou Squarizzi, sem esconder o constrangimento pela situação.

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