Protesto complica torcida e atrapalha testes do Mineirão

Professores ocuparam duas pistas de uma das principais vias de acesso ao estádio

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2013 | 10h40

Uma manifestação de professores da rede estadual de ensino em frente a uma das portarias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) complicou um dos principais testes para a Copa das Confederações feitos ontem no Mineirão.

No final da tarde, ele ocuparam as duas pistas da Avenida Antonio Carlos, via fundamental para o acesso ao estádio, o que teve como consequência um grande congestionamento. Até mesmo o ônibus da seleção brasileira encontrou dificuldade para chegar a arena e, escoltado por batedores, acabou recorrendo à contramão em algumas ruas para evitar um grande atraso.

O contratempo atrapalhou os planos dos responsáveis pela operação de trânsito – a prefeitura de Belo Horizonte e o governo estadual. “Atrapalhou e muito a operação, mas vamos aguardar até o fim do jogo para fazer um balanço mais completo”, disse o secretário extraordinário da Copa em Minas Gerais, Tiago Lacerda.

Como reflexo, muitos torcedores também sofreram para acessar o Mineirão. Mas os que optaram em ir mais cedo ao local não tiveram grandes problemas. Alguns reclamaram, porém, da longa distância que percorreram a pé – cerca de 1 km. Isso porque foram feitas barreiras em vários pontos, dos quais só poderiam passar veículos credenciados e pessoas com credenciais ou ingressos.

Com isso, teve torcedor que caminhou mais de 20 minutos até entrar no estádio. “Eu vim de táxi porque aconselharam a não vir com carro próprio e não tive grandes problemas. Passei rapidamente pelos bloqueios foram montados quatro na avenida Antonio Abrahão Caram, que termina na frente do Mineirão. Só andei um pouco mais do que o normal”, disse o advogado Leandro Blum.

Mas quem deixou para chegar mais perto do jogo, levou quase uma hora para entrar no Mineirão e muito só o fizeram com a partida já em andamento. E cerca de 200 ingressos não estavam numerados. O diretor de operações do COL, Ricardo Trade, disse que ainda seria verificado o que ocorreu. Para ele, em linhas gerais a operação, ontem, foi bem-sucedida.

De resto, a operação interna no estádio funcionou bem, mas precisa ser aprimorada. Os orientadores do público, por exemplo, foram educados e prestativos, mas a alguns faltou iniciativa. Nos bares havia água (R$ 3 o copo) e comida (o pratinho do tradicional feijão tropeiro era vendido a R$ 8,50).

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