Protesto contra privatização do Maracanã chega ao fim

Cerca de 300 manifestantes seguiram em passeata por várias vias da zona sul até o Palácio Guanabara

Marcelo Gomes, Agência Estado

11 de abril de 2013 | 13h29

RIO - Após três horas de protesto contra a licitação que vai conceder o recém-reformado Estádio do Maracanã à iniciativa privada, os manifestantes liberaram totalmente por volta do meio-dia a pista sentido Botafogo da Rua Pinheiro Machado, no trecho em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio, na zona sul da cidade, onde foram abertos os envelopes com as propostas.

O protesto começou por volta das 8h30, no Largo do Machado. De lá, cerca de 300 manifestantes, muitos ligados a partidos e movimentos sociais, seguiram em passeata por várias vias da zona sul até o Palácio Guanabara. A pista sentido Túnel Santa Bárbara não chegou a ser interditada.

Carregando faixas e cartazes contra a privatização e o governo de Sérgio Cabral (PMDB), alguns dos manifestantes usavam máscaras ou camisas no rosto, para não serem identificados. Outros vestiam trajes indígenas.

Após à chegada dos manifestantes à frente do Palácio Guanabara, por volta das 9 horas, a polícia precisou usar spray de pimenta para evitar que as duas pistas da Pinheiro Machado sentido Botafogo fossem interditadas. Com o rosto coberto e os seios de fora, uma jovem disse que os PMs a feriram com uma arma de choque. Depois de um rápido tumulto, o protesto continuou de forma pacífica.

Alguns participaram de outros protestos recentes na cidade, como o contra a reintegração de posse do antigo prédio do Museu do Índio, nas imediações do Estádio do Maracanã, e contra a demolição de quatro casas construídas no terreno do Jardim Botânico, na zona sul.

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