Protesto no Mineirão pede melhoria de salários para professores

Manifestantes criticam descaso com a educação em Minas Gerais

Vitor Marques e Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2013 | 15h08

(atualizada às 16:12) BELO HORIZONTE - Servidores ligados à educação realizam um protesto na Igreja de São Francisco de Assis, conhecida como Igrejinha da Pampulha, próximo ao Mineirão, que às 16h desta segunda será palco de Nigéria e Taiti pela Copa das Confederações. O protesto, criado no Facebook, partiu do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG).

Os manifestantes criticam o descaso com a educação de Minas Gerais e reivindicaram melhorias de salários e plano de carreira para professores. Não há confusão nem tumulto, apesar de os protestos e manifestações estarem proibidas em Minas Gerais durante a Copa das Confederações via uma liminar na Justiça.

Tempo depois do início do protesto, o grupo se encontrou com manifestantes que protestavam contra o aumento da tarifa dos transportes coletivos a corrupção e os investimentos direcionados a Copa do Mundo no País. Pelo menos dez mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, e 35 mil de acordo com os organizadores, estão fazendo a passeata, que partiu do centro de Belo Horizonte em direção ao estádio do Mineirão. 

A concentração teve início por volta das 12 horas na Praça Sete de Setembro no centro da capital, e apesar de fechar algumas das principais vias da cidade, não houve registro de problemas até agora no meio da tarde. A manifestação é acompanhada por dezenas de viaturas da Policia Militar, inclusive a tropa de choque. O protesto foi combinado com comando da corporação e até o momento não foi registrado nenhum incidente.

O grupo que luta contra os gastos na copa do mundo, por causa da violação de direitos, principalmente com a desapropriação de obras para o mundial, gritaram várias palavras de ordem urante a manifestação. Entre elas  esta:"Não é Turquia, não é a Grécia.

É o Brasil saindo da inércia". Durante a passeata várias pessoas foram aderindo ao movimento. Motoristas fizeram um buzinaço, saudando os manifestantes. A área limite é próxima ao Mineirão, e lá a passeata deve parar, segundo o que foi combinado pelos manifestantes junto as autoridades.

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