Claudio Reyes/AFP
Claudio Reyes/AFP

Protestos no Chile provocam cancelamento de amistoso da seleção contra a Bolívia

Confusão no país leva federação a desmarcar partida que disputaria no próximo dia 15, em Concepción

Redação, Estadão Conteúdo

05 de novembro de 2019 | 15h10

Os protestos violentos ocorridos no Chile nas últimas semanas estão tendo consequências no futebol. Com o campeonato nacional paralisado e na expectativa de perder a organização da primeira final única da história da Copa Libertadores, o país não terá mais a realização de um amistoso de sua seleção. Nesta terça-feira, as federações chilena e da Bolívia anunciaram o cancelamento do jogo marcado para o próximo dia 15, na cidade de Concepción.

Este seria o primeiro dos dois testes da equipe comandada pelo treinador colombiano Reinaldo Rueda, ex-Flamengo, agendados na última Data Fifa de 2019. Assim, os dois países só entrarão em campo no dia 19 - o Chile contra o Peru, no estádio Nacional, em Lima, e a Bolívia contra o Panamá.

A expectativa das seleções é que voltem a se enfrentar no ano que vem, antes do meio do ano, como preparação para a Copa América de 2020, com sede dividida entre Argentina e Colômbia. Antes, em março, Chile e Bolívia jogarão as suas duas primeiras partidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, que será disputada no Catar.

"A primeira coisa a se fazer diante desta situação (protestos) é a segurança dos principais atores dos eventos esportivos: os torcedores e os jogadores", disse Sebastián Moreno, presidente da Associação Chilena de Futebol (ANFP, na sigla em espanhol), em entrevista coletiva nesta terça-feira, em Santiago.

"Nossa intenção é não forçar qualquer situação. O futebol (no Chile) só voltará quando tiver totais condições de ser realizado", completou o dirigente.

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