Fernando Vergara / AP
Fernando Vergara / AP

Protestos no Equador adiam estreia do Corinthians na Libertadores Feminina

Conmebol ainda irá se reunir com autoridades do país para definir novas datas das partidas

Redação, Estadão Conteúdo

12 de outubro de 2019 | 17h31

Representante do Brasil ao lado da Ferroviária na Copa Libertadores Feminina, o Corinthians teve o seu jogo de estreia na competição adiado em razão dos protestos no Equador, país onde está sendo realizado o torneio. A decisão foi anunciada pela Conmebol na tarde deste sábado.

O Corinthians enfrentaria o Ñañas, time local, neste sábado, às 19 horas (de Brasília). As outras três partidas deste sábado que encerrariam a primeira rodada também foram adiadas. Já foram disputados quatro jogos na sexta-feira, entre eles o da Ferroviária, que massacrou o Mundo Futuro FC, da Bolívia, por 10 a 1.

A Conmebol decidiu adiar todas as partidas deste sábado após se reunir em Quito com a Federação Equatoriana de Futebol, a polícia do Equador e outras autoridades locais.

A entidade que rege o futebol sul-americano diz que "a prioridade é garantir a segurança das equipes e dos torcedores" e que, neste momento, "as autoridades locais não podem garantir as condições de segurança para a celebração dos jogos". A Conmebol ainda comunicou que as partidas serão remarcadas após uma nova reunião com as autoridades locais.

A Copa Libertadores Feminina 2019 reúne 16 clubes. A Ferroviária, campeã do Campeonato Brasileiro Feminino, está na chave B, junto com Deportivo Cuenca (Equador), Estudiantes Caracas (Venezuela) e Mundo Futuro (Bolívia). O Corinthians, vice-campeão nacional, é o cabeça de chave do Grupo C, que tem ainda Club Ñañas (Equador), Libertad Limpeño (Paraguai) e América de Cali (Colômbia).

PROTESTOS

O Equador passa por protestos há mais de uma semana. O presidente Lenin Moreno chegou a decretar estado de exceção em todo o país no último dia 3 e anunciou a troca da sede do governo de Quito para Guayaquil. Na teoria, o estado de exceção nacional proíbe grandes concentrações como as proporcionadas pelo futebol.

As manifestações ocorrem em várias cidades e são motivadas pelo aumento de 123% no preço da gasolina. Nos últimos dias houve bloqueio de estradas em Quito e Guayaquil, as duas principais cidades do país. Até o momento, tentativas de diálogo foram falhas.

Na última quarta-feira, uma greve geral foi convocada por grupos indígenas e provocou o bloqueio de estradas, paralisações no transporte público e o fechamento do comércio em Quito e outras cidades do país. Por questões de segurança, o Corinthians não conseguiu treinar e realizou apenas atividade física no hotel. A Ferroviária e outros clubes também enfrentaram problemas.

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