Peter Powell/EFE
Peter Powell/EFE

Próximo a brasileiros, Lukaku é a aposta da Bélgica contra Tunísia

Após dois gols da estreia, atacante quer colocar sua seleção nas oitavas de final

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2018 | 00h00

Autor de dois gols na estreia da seleção da Bélgica na Copa do Mundo, o atacante Romelu Lukaku é o finalizador talentoso e principal esperança de gols diante da Tunísia neste sábado, em Moscou. E ele pode ser chamado de o "Imperador da Bélgica". Apaixonado pela cultura brasileira, ele se inspirou no ex-atacante Adriano para moldar seu estilo baseado na força física e na finalização. Lukaku tem estreita convivência com os brasileiros Willian e David Luiz, que atuam no Chelsea. Além disso, vê semelhanças culinárias entre o Brasil e a República Democrática do Congo, país de origem de sua família.

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Esse atacante ligado ao Brasil é o maior goleador da história da seleção belga, com 38 gols em 70 jogos. Marcou 11 vezes nas Eliminatórias Europeias para o Mundial da Rússia, atrás apenas de Lewandowski, da Polônia, e Cristiano Ronaldo, de Portugal. Lukaku joga no Manchester United.

Embora tenha feito dois gols na estreia, Lukaku recebeu duas críticas do capitão Hazard diante do Panamá. O meia afirmou que o camisa 9 se escondeu no jogo e que eles jogaram "com um a menos no primeiro tempo". Depois, ele voltou atrás e afirmou que era uma cobrança como capitão e elogiou o centroavante.

O ataque belga é o grande responsável pela grande invencibilidade defendida pela equipe. Ao vencer o Panamá por 3 a 0 na estreia do Mundial de 2018, chegou a 20 jogos sem perder. Das seleções presentes no Mundial, só a Espanha tem histórico melhor. A Bélgica vem de 15 vitórias e cinco empates no período. A última derrota foi há quase dois anos, em setembro de 2016, em amistoso justamente contra a Espanha: 2 a 0.

 

O treinador espanhol Roberto Martínez espera um confronto difícil contra a Tunísia. "Eles têm muita dinâmica e entrosamento. Os jogadores têm intensidade. Nos contra-ataques eles são sempre uma ameaça e podem jogar um futebol rápido e eficiente. Sabem se defender muito bem e também fazer gols, então acho que eles têm uma mistura muito boa e competitiva", elogiou o treinador em entrevista coletiva nesta sexta-feira em Moscou. "Além disso, as duas equipes precisam vencer."

 

 

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