David Ramos/EFE
David Ramos/EFE

PSG despacha Leipzig e está pela primeira vez na final da Liga dos Campeões

Com gols de Marquinhos, Di María e Bernat, equipe parisiense agora espera por Lyon ou Bayern de Munique

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2020 | 17h55

Após uma década de investimentos de mais de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 6,5 bilhões) de empresários do Catar, o Paris Saint-Germain atingiu seu objetivo. Domingo, o time de Neymar e Mbappé vai disputar sua primeira final de Liga dos Campeões. Conseguiu o direito após derrotar, nesta terça-feira, o RB Leipzig por 3 a 0, no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal. O adversário será definido nesta quarta após duelo entre Bayern de Munique e Lyon.

Confiante, determinado na marcação e preciso nas finalizações, o time francês não deu chance à jovem equipe alemã, que não repetiu a boa atuação diante do Atlético de Madrid, nas quartas de final, e ainda colecionou alguns erros individuais decisivos para a derrota.

O primeiro tempo foi disputado em alta velocidade. O PSG imprimiu forte pressão na saída de bola alemã e apostou na velocidade de Mbappé e Neymar. Jogaram livres. As chances não demoraram para surgir e logo aos seis minutos o brasileiro acertou a trave, enquanto o francês teve gol bem anulado pelo juiz, após toque de mão na bola do camisa 10.

O RB Leipzig tentou reagir e chegou a produzir uma boa jogada, cuja finalização de Sabitzer parou na boa colocação de Sergio Rico, substituto de Navas, fora do jogo por causa de contusão. Mas o time francês não diminuiu o ritmo e conseguiu abrir o placar em lance de bola parada, aos 13 minutos. Após falta em Neymar, Di María cobrou falta da esquerda e Marquinhos mostrou grande sentido de posicionamento para surgir livre e meter firme a cabeça na bola.    

Em desvantagem, os alemães se concentraram melhor na saída de bola e aprimoraram a troca de passes. Com isso, ficou perto do empate aos 24 minutos, depois que Laimer escapou pela direita e cruzou na medida para Poulsen encher o pé, mas a finalização saiu errada. O PSG jogou mais como time e menos no talento de Neymar.

Aos 34, Neymar foi genial. Em uma falta pelo lado direito do ataque, na intermediária, o craque bateu direto para o gol, pelo lado de fora da barreira e acertou a trave de Gulacsi. Quando o time alemão parecia ter acertado a marcação, uma falha geral da zaga e um toque de Neymar resultaram no segundo gol francês, marcado pelo argentino Di María. Antes do fim da primeira etapa, a vantagem do PSG poderia ter sido maior e decisiva, mas o chute de Neymar passou perto da trave.

O RB Leipzig voltou melhor para o segundo tempo. Julian Nagelsmann colocou Forsberg e Schick para tentar tornar o time mais ofensivo. E conseguiu. Teve o domínio dos dez primeiros minutos, apesar de só conseguir assustar com chute longo de Forsberg. O PSG apostou nos contra-ataques e no talento de sua dupla de ataque. Mas nem foi preciso do esforço de Mbappé e Neymar para sair o terceiro gol. Aos 11 minutos, Mukiele escorregou e pediu falta. O juiz holandês Bjorn Kuipers não deu e Bernat aproveitou cruzamento para, de cabeça, fazer o terceiro gol francês.

A partir daí, o Leipzig ficou mais com a bola, mas sem grande inspiração, só ameaçou com bolas alçadas ou chutes de longa distância, enquanto o PSG pareceu se resguardar para a final. Mbappé chegou a ter no mínimo três chances para ampliar a vantagem, mas parou nas defesas de Gulacsi. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.