PSG diz que rejeitou oferta milionária do Barcelona Marquinhos

Presidente do clube francês, Nasser Al-Khelaifi revela que catalães ofereceram R$ 118 milhões pelo contrato do zagueiro ex-Corinthians

Estadão Conteúdo

03 Setembro 2014 | 09h29

O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, revelou nesta quarta-feira que rejeitou oferta de 40 milhões de euros (cerca de R$ 118 milhões) do Barcelona pelo zagueiro brasileiro Marquinhos, que despontou na base do Corinthians e recentemente foi convocado para disputar os amistosos contra Colômbia e Equador pela seleção brasileira.

"Recebemos uma grande oferta do Barcelona, de mais de 40 milhões de euros, mas não contratamos o jogador para vendê-lo logo em seguida", declarou o dirigente, em entrevista ao jornal Le Parisien, da França. "Não estamos aqui para fazer negócios, e sim para construir um grande clube, com jogadores de talento", disse o mandatário catariano, ressaltando que se fosse ao contrário, poderia ter vendido "três ou quatro jogadores" nesta janela.

O interesse do Barcelona pelo defensor brasileiro não era segredo desde o início deste ano. Fazendo uma temporada longe de apresentar o brilho dos anos anteriores, o Barcelona tinha dificuldade para montar uma defesa sólida, principalmente por causa da aposentadoria de Carles Puyol e pelas seguidas lesões de Gerard Piqué. O time, que contou com o volante Javier Mascherano e atletas da base para compor o setor nos últimos meses, acabou contratando Thomas Vermaelen e Jerémy Mathieu para o setor nesta temporada.

Thiago Silva, também do PSG, e David Luiz, que acabou se transferindo do Chelsea para o clube francês, chegaram a ser cotados pela diretoria catalã. Mas as negociações não vingaram. Depois, o clube espanhol passou a mirar o jovem Marquinhos, de apenas 20 anos. O acerto, contudo, foi rejeitado pelo time francês, que já conta com os dois zagueiros mais caros da história do futebol mundial, que formaram a zaga titular da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Nasser Al-Khelaifi disse ainda que não conseguiu contratar o meia Angel Di María por causa do alto valor cobrado pelo Real Madrid. "Durante duas ou três semanas, conversei com meu amigo, Florentino Pérez (presidente do Real). Nos vimos duas vezes, fizemos uma oferta, mas não chegamos a um acordo sobre o preço. Para mim, era caro demais", declarou.

O presidente do PSG não revelou os valores envolvidos na negociação, mas ressaltou que a transferência não foi frustrada pelo "fair-play" financeiro, imposto pela Uefa para conter os gastos dos clubes da Europa. "Não tem nada a ver com o ''fair-play'' financeiro. Ele (Di María) queria vir para o PSG, mas não foi possível". O argentino acabou acertando com o Manchester United.

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