John Sibley|Reuters
John Sibley|Reuters

PSG e City fazem duelo dos 'novos ricos' na Liga dos Campeões

Clubes são exemplos de equipes montadas por investidores

O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2016 | 12h03

Paris Saint-Germain e Manchester City entram no gramado do Parque dos Príncipes, nesta quarta-feira, com o objetivo de chegar à primeira semifinal de Liga dos Campeões em suas histórias. Esses clubes são dois dos maiores expoentes dos chamados "novos ricos", ou seja, times que passaram a brigar na ponta da tabela constantemente somente após a injeção de dinheiro por uma empresa ou investidor. Em ambos os casos, o grande objetivo dos empresários é ser campeão do torneio continental europeu. 

Contando a partir da primeira temporada completa com a injeção de capital externo, as duas equipes possuem média semelhante de investimento. Desde 2008/09, o Manchester City já recebeu 838,75 milhões de euros (R$ 3,512 bilhões), cerca de 119,82 milhões de euros (R$ 501,84 milhões) por temporada. Já o Paris Saint-Germain, a partir de 2011/12, obteve 585,5 milhões de euros (R$ 2,339 bilhões), resultando em média de 117,11 milhões de euros (R$ 490,48 milhões) por temporada. 

Fundado em 1880, o Manchester City sempre viveu à sombra do outro time da cidade, o United. Por todo o século XX, conquistou títulos esparsos e não fazia frente ao rival, ao Arsenal ou Liverpool, que sempre se mantiveram na briga pelas taças. 

O cenário começou a mudar em 2007, quando o clube foi adquirido pelo ex-primeiro ministro tailandês Thaksin Shinawatra. O projeto não foi tão bem sucedido e, em setembro de 2008, o City foi vendido à Abu Dhabi United Group, empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos e comandada pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real do país. Desde então, os citizens conquistaram duas vezes o Campeonato Inglês (2011/12 e 2013/14), uma a Copa da Inglaterra (2010/11), a Copas da Liga em duas oportunidades Inglesa (2013/14 e 2015/16) e um troféu da Supercopa da Inglaterra (2012). 

Apesar do sucesso doméstico, o City ainda busca melhores desempenhos em desafios internacionais. A atual temporada é a primeira do clube no mata-mata da Liga dos Campeões e, consequentemente, esta quarta-feira marca a estreia do time nas quartas de final. 

O PSG tem histórico parecido com o rival desta tarde, porém obteve uma evolução mais rápida. O time da capital francesa, inaugurado em 1970, não foi comprado por uma empresa, mas por um investidor, o xeque catari Nasser Al-Khelaifi, em 2011. Competindo em uma liga muito menos competitiva que o Manchester City, o Paris é o atual tetracampeão francês, tendo assegurado o título da atual edição com oito rodadas de antecipação, recorde na história das cinco principais ligas da Europa. Os parisienses também conquistaram uma Copa da França (2014/15), duas Copas da Liga Francesa (2013/14 e 2014/15) e três Supercopas da França (2013, 2014 e 2015). 

Esta é a quarta oportunidade seguida do PSG nas quartas de final da Liga dos Campeões. Nas edições 2012/13 e 2014/15 foi eliminado pelo Barcelona e, na temporada 2013/14, caiu para o Chelsea. 

Além dos troféus, esse novo capítulo na história dos dois clubes trouxe novos e caros ídolos aos torcedores. Desde 2008, o Manchester City já contou com Robinho, Carlos Tevez, Mario Balotelli e, atualmente, Yaya Touré, Kevin De Bruyne, Sergio Aguero, David Silva, Vincent Kompany e Jesús Navas. Além dos jogadores, o time azul de Manchester fechou com o técnico Pep Guardiola para a próxima temporada. Na França, as principais contratações foram as de Thiago Silva, David Luiz, Lucas Moura, Angel Di María, Thiago Motta, Ezequiel Lavezzi, Edinson Cavani e Zlatan Ibrahimovic. 

MANCHESTER CITY

Fundação: 1880

Aquisição: 2007, pelo ex-primeiro ministro tailandês Thaksin Shinawatra e, em 2008, pela Abu Dhabi United Group, dos Emirados Árabes

Investimento em contratações: 838,75 milhões de euros (R$3,512 bilhões) desde 2009/10, primeira temporada completa do clube sob comando do investidor

PARIS SAINT-GERMAIN

Fundação: 1970

Aquisição: 2011, pelo xeque catari Nasser Al-Khelaifi

Investimento em contratações: 585,55 milhões de euros (R$ 2,339 bilhões) desde 2011/12, primeira temporada completa do clube sob comando do investidor

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