Philippe Huguen/AFP
PSG deve confirmar, com folga, tretacampeonato francês Philippe Huguen/AFP

PSG faz da França o país de um time só

Turbinado por dinheiro do Catar, time de Paris não tem rivais à altura

RAPHAEL RAMOS, O ESTADO DE S.PAULO

16 de janeiro de 2016 | 17h00

Se teve gente que achou o Campeonato Brasileiro do ano passado sem graça porque o Corinthians disparou na liderança e conquistou o título com três rodadas de antecedência, o que dizer então do Campeonato Francês? A campanha do Paris Saint-Germain é avassaladora. O time da capital não tem um único rival à altura no país.

O PSG venceu neste sábado o Toulouse por 1 a 0 e abriu 23 pontos para  o segundo colocado, o Angers. A diferença para o vice-líder pode cair para 21 se o Monaco derrotar o Morient hoje. A equipe parisiense vem destroçando seus adversários. Em 21 partidas, foram 18 vitórias e três empates. O ataque marcou 51 gols e a defesa sofreu nove.

A explicação para o domínio da equipe está nos milhões de euros que o catariano Nasser Al-Khelaifi passou a injetar no clube desde 2011, quando comprou o PSG. Para ser mais preciso, desde então o empresário já torrou 540 milhões de euros (R$ 2,4 bilhões pelo câmbio atual) na contratação de jogadores.

Ninguém no mundo do futebol gastou mais do que o PSG nesse período. Todo o investimento foi feito com um único objetivo: conquistar a Liga dos Campeões. Os seguidos títulos do Campeonato Francês acabaram vindo como consequência dos planos megalomaníacos de Al-Khelaifi.

O Monaco até que tentou fazer frente ao PSG com a contratação do colombianos James Rodríguez e Falcão Garcia em 2013, mas nem mesmo o bilionário russo Dmitry Rybolovlev teve fôlego para acompanhar Al-Khelaifi e hoje os reforços são bem mais modestos. Vide o exemplo do veterano Vagner Love, comprado do Corinthians por 1 milhão de euro.

Os brasileiros têm papel de destaque no PSG. O time conta com cinco jogadores do País: os zagueiros Thiago Silva, David Luiz e Marquinhos, o lateral Maxwell e o atacante Lucas.  Só com os brasileiros, Al-Khelaifi gastou 178 milhões de euros (o equivalente a R$ 787 milhões). A conta inclui também o zagueiro Alex, contratado em 2012 do Chelsea por 5 milhões de euros e vendido dois anos depois para o Milan.

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Árabes perceberam que não tem graça ficar brincando sozinho

Na temporada passada o Paris Saint-Germain deu alguns vacilos no Campeonato Francês porque a equipe parecia entrar desconcentrada em campo. Agora, o PSG resolveu que não daria chance para ninguém. A ideia foi fazer como o Bayern de Munique faz na Alemanha: disparar logo na liderança para poder ficar com a cabeça livre e se concentrar somente na Liga dos Campeões.</p>

Eric Frosio *, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2016 | 17h00

Nesta temporada o PSG não levou nenhum gol de bobeira no Campeonato Francês. O time tem sido extremamente pragmático e eficiente. Na maioria das partidas a equipe resolve o jogo com 30 minutos e depois coloca os reservas em campo para que os titulares possam descansar. 

A superioridade do PSG é tão grande que os adversários simplesmente desistiram de brigar pelo título. A disputa agora é para saber quem vai ficar com o segundo lugar. No Monaco, por exemplo, o bilionário russo Dmitry Rybolovlev já parou de investir no clube. Ninguém mais quer competir com o PSG.

Quando os torcedores vão ao Parque dos Príncipes já sabem que o PSG vai ganhar. A única dúvida é quantos gols o time vai marcar: três, quatro, cinco...

Para o PSG, no entanto, não é interessante participar de um campeonato tão chato. O desejo do clube é competir com adversários mais fortes na França. Por isso, as notícias são de que o xeque Nasser Al Khelaifi tem conversado com príncipes do Oriente Médio para que eles invistam em outros clubes franceses. Há chances de Olympique de Marselha, Bordeaux e Lillie também serem comprados por árabes.

* Eric Frosio é correspondente do Jornal L'Equipe no Brasil

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Marquinhos: 'Nossos grandes adversários estão fora do país'

<strong>1. Como explicar essa vantagem do PSG tão grande na liderança do campeonato?</strong>

O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2016 | 17h00

Desde o início da temporada a nossa mentalidade é de que tínhamos de começar o campeonato bem, porque no ano passado falhamos no primeiro turno e chegamos a ficar na terceira posição. O bom começo foi o diferencial para a gente se encontrar no nível em que estamos hoje.

2. Você está no PSG desde 2013. Este é o melhor time em que você já jogou?

O time vem crescendo e os jogadores estão se conhecendo mais a cada ano, colhendo experiência em competições importantes. Com a contratação de nomes importantes, estamos mais fortes.

3. O PSG não tem adversários à altura na França?

Não procuramos pensar por esse lado, tanto é que uma das nossas metas é conquistar o Campeonato Francês. Mas o grande objetivo é a Liga dos Campeões. O clube vem se estruturando para buscar esse título desde a chegada dos investidores. Conseguimos fazer história na França e hoje nossos grandes adversários estão fora do país. Vejo o PSG entre os cinco maiores clubes do mundo.

4. Qual é a comparação que você faz entre o PSG e os demais times da França?

O investimento é o diferencial. Temos grandes jogadores e um grupo forte para disputar todas as competições. Mesmo quando o treinador muda a equipe, quem entra consegue manter o nível. (R.R.)

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