Psicologia vira a nova aliada de Zetti

O técnico Zetti, do Paulista, afirmou na semana que antecedeu à derrota por 3 a 1 para o São Caetano, na primeira partida das finais do Campeonato Paulista, que seria preciso que seu time fizesse um "jogo perfeito", em um dos dois confrontos. Só resta a opção da segunda partida. Para que sua previsão aconteça, ele terá nesta semana, uma missão diferente das que está acostumado a realizar. Além de reorganizar taticamente os jogadores, terá que recuperá-los psicologicamente. A auto-estima e a confiança serão necessárias para esquecer o placar de 3 a 1 favorável ao São Caetano na primeira partida das finais, domingo, no Pacaembu. No trabalho em busca do "jogo perfeito", a ser realizado pelo treinador, deverá haver um estímulo muito forte para que os jogadores possam reverter a situação e fazer os três gols de diferença para levar o time ao título ou os dois que levariam a partida para a cobrança de pênaltis. Zetti sabe da importância que tem para recuperação do grupo. "Vou trabalhar forte a preparação da cabeça de cada jogador. Até porque eles têm potencial para vencer o jogo. Estão acostumados a passar por desafios e esse é mais um pela frente. Colocando as coisas em seus lugares, tenho certeza que poderemos realizar o grande jogo, capaz de nos levar ao título", destaca o treinador. "Fizemos quatro gols no Santos e três no Palmeiras. Então temos condições de também marcar três gols no São Caetano." Além de fortalecer o ímpeto de cada atleta para o desafio do próximo domingo, Zetti terá ainda que aparar algumas rusgas. Logo após a partida, o goleiro Márcio, destaque do time nos últimos jogos, declarou que o time jogou como se fosse um rachão. O comentário não agradou nem um pouco o zagueiro Asprilla, que falhou em dois lances. No primeiro, ele perdeu a bola que originou no segundo gol do São Caetano. E no outro lance, foi driblado por Mineiro, que depois sofreu o pênalti, que teve como conseqüência o terceiro gol do adversário. "O comentário do Márcio foi infeliz, pois todos, inclusive eu, entramos em campo sabendo da responsabilidade da partida." O goleiro Márcio procurou explicar o seu comentário. "Quis dizer que faltou vigor em algumas jogadas. Precisávamos chegar mais firme." Com a derrota de domingo, o Paulista doma doze jogos sem vencer o seu oponente. São nove derrotas e três empates. A próxima partida será também no Estádio do Pacaembu, domingo, às 16 horas.

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