Alejandro Pagni/AFP
Alejandro Pagni/AFP

Psiquiatra alega que Maradona não apresentava sintomas de cardiopatia antes de morrer

Agustina Cosachov prestou depoimento sobre a morte do ídolo argentino nesta sexta-feira. Ela e outras seis pessoas da equipe médica do ex-jogador são investigadas pelo Ministério Público, suspeitas de homicídio doloso

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2021 | 23h13

A psiquiatra Agustina Cosachov rejeitou as acusações contra ela pela morte de Diego Maradonaafirmando que o ídolo argentino, morto vítima de uma parada cardiorrespiratória, não recebia medicamentos para o coração antes de falecer porque não apresentava sintomas de doença cardíaca. Por mais de seis horas, a profissional de 36 anos respondeu a perguntas da Promotoria de San Isidro, 25 quilômetros ao norte de Buenos Aires, nesta sexta-feira, dia 25.

Cosachov é investigada pelo Ministério Público junto com outros seis membros da equipe médica que tratou de Maradona em uma casa na periferia da capital argentina, onde o ex-jogador se recuperava de uma cirurgia na cabeça, quando morreu em 25 de novembro de 2020 aos 60 anos.

 

“A patologia cardíaca encontrada na autópsia não apresentou sintomas no paciente em vida, por isso nas clínicas onde ele foi internado não estava medicado para esse fim. Quando saiu da clínica de Olivos (de onde retiraram um hematoma na cabeça) seu coração estava funcionando bem", relatou a defesa à imprensa.

Cosachov foi a sexta dos sete investigados a depor. Na segunda-feira, as investigações serão encerradas por Leopoldo Luque, neurocirurgião e médico de família de Maradona, o principal suspeito da investigação.

Todos são suspeitos de “homicídio doloso”, crime punível com pena de oito a 25 anos de prisão e que se refere a quem não muda de atitude ou comportamento apesar de saber que pode haver um desfecho fatal da situação.

“A médica forneceu provas de que não cometeu homicídio (...) Não há suspeita de dizer que a medicação psiquiátrica (que Cosachov prescreveu) e nessas doses pode ter causado uma deficiência no coração”, continuou Mischanchuk.

Cosachov, especialista em dependência química, dividia com o neurocirurgião Luque a maior responsabilidade pela saúde do ex-astro da seleção argentina, de acordo com o processo judicial. Em 25 de novembro de 2020, a psiquiatra e o psicólogo Carlos Díaz, de 29 anos, encontraram Maradona sem vida em sua cama.

Segundo o relatório de uma comissão de 20 especialistas forenses, Maradona morreu aos 60 anos de crise cardiorrespiratória, sozinho e "abandonado à própria sorte", após uma "agonia de 12 horas", em seu quarto em uma residência alugada ao norte de Buenos Aires./AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.