PSN já encerrou produção em Miami

Os funcionários brasileiros da PSN norte-americana, com sede em Miami, estão indignados. Mais que isso, estão horrizados com o que aconteceu a emissora, que encerrou sua produção, demitindo 139 de seus 148 funcionários e colaboradores. Como acontece com sua filial no Brasil, por motivos legais a PSN ainda mantém-se no ar à base de videoteipes e reprises de programas, mas sua programação já não existe. Ativos como direitos de transmissão da Libertadores da América e Mundial de Fórmula 1 foram repassados para uma nova empresa, em parceria com a Fox. As dívidas trabalhistas e as referentes a direitos de transmissão do campeonato italiano (US$ 40 milhões), Copa da Uefa (US$ 2,5 milhões) e Liga Sul-americana de basquete (US$ 13 milhões) ficaram com a PSN. No Brasil, o plano da Hicks seria abrir uma nova emissora de TV paga, em parceria com a Fox. Para isso, a Fox precisaria de autorização das Organizações Globo e da ESPN Internacional, com as quais mantém acordo. Profissionais como o narrador Teo José, os comentaristas Cadum e Juarez Araújo e o locutor Dárcio Arruda - além de funcionários chilenos, argentinos e colombianos que trabalhavam nos Estados Unidos - vão cobrar o que julgam ter direito na Justiça americana. Eles calculam o débito em US$ 1 milhão, mas já receberam de seus advogados a informação que a tarefa será difícil. "A falência, ou concordata da emissora (a forma ainda não está definida) foi tão bem feita que sabemos que será difícil receber o que temos direito, mas vou até o fim nessa briga", diz Teo José, de malas prontas para voltar ao Brasil. Ele vai além: "Acho que o Corinthians será a próxima vítima. Os procedimentos da Hicks são coincidentes nos dois casos." Por meio de sua assessoria de imprensa, a PSN no Brasil informou não poder comentar acontecimentos relacionados aos Estados Unidos. Enquanto não se define se haverá um novo canal no Brasil, a PSN continuará no ar com reprises.

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