PTB defende Marin e rejeita expulsá-lo do partido: 'Incapaz de cometer crime'

Presidente do PTB no estado de São Paulo, o deputado estadual Campos Machado emitiu comunicado oficial na tarde desta quarta-feira para defender o ex-governador José Maria Marin, presidente de honra do PTB Esporte e preso pela manhã em Zurique (Suíça). Ex-presidente da CBF, Marin é acusado de participação em um escândalo de corrupção investigado pela Justiça dos Estados Unidos.

Estadão Conteúdo

27 de maio de 2015 | 16h06

"Desconheço os motivos pelos quais o ex-governador e ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi detido na manhã de hoje, em Zurique, na Suíça, mas posso afirmar, desde logo, pelo que conheço da sua vida, ele seria incapaz de praticar algum fato que pudesse ser considerado criminoso", escreve Campos Machado, aliado histórico de Marin.

O deputado estadual confirma que Marin segue filiado ao PTB e faz parte do diretório estadual do partido em São Paulo e garante que o ex-presidente da CBF não será expulso do PTB.

"Posso assegurar que, enquanto a Justiça não se manifestar, definitivamente, não cabendo mais nenhum recurso, ele não será expulso do PTB. Mesmo porque uma pessoa só pode ser considerada culpada quando nenhum recurso mais pode ser apresentado em relação à sua culpabilidade", escreveu Campos Machado, completando: "No que depender desta presidência, o ex-governador José Maria Marin terá toda a assistência, o apoio e solidariedade".

Tendo Marin como presidente de honra de seu departamento esportivo, o PTB controla a Secretaria de Esportes (SEME) da prefeitura de São Paulo desde o início da gestão de Fernando Haddad (PT), em 2012. O partido também ficou por oito anos à frente da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ), de 2006 a 2014, período em que o Estado teve quatro governadores diferentes: Cláudio Lembo (então PFL), José Serra (PSDB), Alberto Goldman (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Tanto a SEME quanto a SELJ passam por auditorias internas para investigar os convênios firmados durante a gestão do PTB. Na prefeitura, a auditoria inclui contratos assinados entre 2013 e 2014. No Estado, apenas no ano passado.

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