Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Público na Vila é baixo mesmo com Santos brigando pela ponta do Brasileirão

Taxa de ocupação é de pouco mais de 53% no campeonato

Carolina Werneck, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2016 | 07h00

A centenária Vila Belmiro vive mais uma temporada de públicos abaixo do esperado. Ao longo do Brasileirão, o estádio contra com uma taxa de ocupação de pouco mais de 53%. Palco de conquistas históricas, como o Campeonato Paulista de 1960, o primeiro de Pelé pela equipe, o estádio não tem conseguido mobilizar a torcida do Santos– para o clássico deste sábado, um alento: todos os bilhetes foram vendidos.

Dorival Jr. lamenta a debandada nos jogos menores do Brasileirão. “Sinto por não termos um público um pouco maior. Um estádio, quando está tomado por torcida única, carrega sua equipe ao lado. O torcedor santista sempre fez diferença, em todos os momentos em que a equipe teve necessidade”, diz. Para o treinador, os bons resultados conquistados neste ano e a identificação do torcedor com a Vila deveriam ser motivos suficientes para que a torcida participasse mais ativamente das partidas.

As explicações para o fracasso de público são variadas. Guilherme Martins, de 26 anos, é advogado e torcedor do Santos. Integrante do Sócio Rei, programa de sócio-torcedor da equipe, ele arrisca um diagnóstico. “A maior parte das cadeiras numeradas está sempre vazia. A lateral do campo, que está totalmente tomada por essas cadeiras, é o melhor local para ver o jogo, porque você tem a visão do campo inteiro. Parece que essas pessoas não estão usando seus lugares”, aponta.  Martins se refere às cadeiras cativas, que só são ocupadas quando seus donos compram o ingresso ou emprestam o lugar a outras pessoas.

Thiago Aleixo, de 31 anos, também tem seu palpite. “Eu, que sou do Guarujá, tenho gastos com balsa, gasolina, estacionamento e ingresso, que também não é barato. Fora que a Vila precisa dar mais conforto para os torcedores”, reclama. Aleixo também faz parte do Sócio Rei, mas tem suas críticas sobre o programa. “É ultrapassado. Precisa ter mais incentivos, com ganho por jogo, pontos para gastar em produtos e ações que aproximem mais o torcedor da equipe”.

AÇÕES

Eduardo Rezende, gerente de marketing do Santos, informa que o clube está preparando ações promocionais e novidades no programa de sócio-torcedor que podem melhorar a situação de ocupação da Vila. “A ideia é trazer o público para a arquibancada de forma mais constante, sem a oscilação que temos hoje. Nosso calendário tem muitos jogos. Uma parcela da torcida está sempre no estádio e a outra é aquela que ora vai, ora não vai”, explica.

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