Michael Klimentyev / EFE
Michael Klimentyev / EFE

Putin diz que estádios da Copa da Rússia devem se sustentar financeiramente

Assim como no Brasil, há cobrança da população quanto à construção de 'elefantes brancos'

Estadão Conteúdo

07 Junho 2018 | 09h10

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira que os 12 estádios da Copa do Mundo terão que ser sustentáveis financeiramente após a disputa do grande evento. As declarações do presidente são uma resposta a dirigentes esportivos do país que haviam solicitado subsídios do governo para manter as arenas.

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"Todos os equipamentos da Copa vão precisar cobrir os seus próprios custos. Gastamos muito dinheiro e eu concordo que os estádios devem funcionar para o benefício do esporte", disse Putin. Ele sugeriu que as arenas instalem cafés e shoppings em suas estruturas para garantir a rentabilidade.

Alguns dos estádios da Copa devem custar entre 200 milhões e 400 milhões de rublos, o equivalente a R$ 12 milhões a R$ 24 milhões, para manutenção anual, de acordo com estimativas de dirigentes esportivos locais. Segundo o governo russo, o custo total da Copa, sem incluir alguns dos gastos com infraestrutura, será de US$ 11 bilhões (quase R$ 42 milhões).

 

As declarações de Putin vão de encontro à opinião do CEO do Comitê Organizador Local, Alexei Sorokin. Em abril, ele afirmou que o governo poderia "ajudar a estabelecer a operação financeira" de alguns estádios com dinheiro federal. Também disse que "não há nada de errado nisso". Ele afirmou ainda que os locais buscariam se sustentar sozinhos futuramente.

Como aconteceu no Brasil, durante e após a disputa da Copa do Mundo de 2014, há na Rússia cobrança da população quanto à utilidade de alguns estádios. Muitos têm capacidade maior ao público médio dos clubes de suas cidades.

O clube Rotor Volgograd, por exemplo, vai passar a usar um estádio com capacidade para 45 mil lugares ao fim da Copa. Mas sua média de público é de 3.800 torcedores por jogo.

 

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