Putin espera que Copa de 2018 não seja afetada por crise na Ucrânia

Presidente russo citou uma mensagem da Fifa ao afirmar que futebol e o esporte estão à margem da política praticada pelo país no caso

EFE

29 de agosto de 2014 | 19h28

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira esperar que a Copa do Mundo de 2018, que seu país vai sediar, não seja afetada pela política, em referência às críticas pelo papel russo no conflito na vizinha Ucrânia.

"Espero que não. A Fifa já disse que o futebol e o esporte estão à margem da política. Acho que essa é a única postura válida", disse Putin durante o Fórum da Juventude Seliguer.

Além disso, ele agradeceu ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, por permitir a redução da capacidade dos estádios da Copa de 45 mil para 35 mil lugares.

"Não só o fazem como um favor, mas porque após analisarem a situação na Copa no Brasil, ficou claro que nem todos os estádios estavam cheios, e existe o temor de que após a competição esses estádios não sejam aproveitados", disse.

Putin confirmou que o comitê organizador do Mundial de 2018 não reduzirá o número de cidades-sede, que atualmente é de 11: Moscou, São Petersburgo, Kazan, Sochi, Yekaterimburgo, Nizhni Novgorod, Volgogrado, Samara, Rostov do Don, Kaliningrado e Saransk.

Em uma tentativa de aprender com os erros cometidos pela organização da Copa no Brasil, a Rússia vai inaugurar no próximo mês, com quase quatro anos de antecipação, o terceiro dos novos estádios do torneio, o do Spartak Moscou, onde será realizada uma das quartas de final. Os outros estádios prontos são o Fisht, em Sochi, que recebeu em fevereiro as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, e o de Kazan, que abrigou a Universíade em 2013.

Putin ordenou que todos os estádios do Mundial estejam prontos até um ano antes, na Copa das Confederações, que será disputada em 2017 em Moscou, São Petersburgo, Sochi e Kazan.

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