JF Diorio/Estadão - 06/12/2013
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Quadro de saúde evolui e Pelé não deve fazer hemodiálise novamente

Apesar de ainda continuar na unidade de terapia semi-intensiva do hospital, Rei do Futebol teve cateter retirado depois de crise renal

O Estado de S. Paulo

04 de dezembro de 2014 | 10h52

A cada dia que passa, Pelé vai dando mostras de melhoras após crise renal preocupante. Na manhã desta quinta-feira, o Hospital Albert Einstein divulgou novo boletim médico em que informa que o Rei do Futebol continua apresentado boa evolução clínica. Mesmo que seu tratamento ainda esteja sendo realizada na unidade semi-intensiva, o ex-jogador, de 74 anos e internado há dez dias, não precisa mais do auxílio de sondas.

"O cateter que foi anteriormente utilizado para o procedimento dialítico será retirado agora cedo. Persiste sem febre, alimenta-se bem, com medicação antibiótica endovenosa", informou a assessoria do hospital. O cateter, que consiste em um tubo inserido dentro de um vaso sanguíneo, órgão ou cavidade corporal, é utilizado para facilitar a passagem de sangue. Com a retirada, é provável que Pelé não necessite mais de fazer hemodiálise.

Apesar de não realizar mais o tratamento desde domingo, Pelé se submete todos os dias a uma bateria de exames para analisar a possibilidade de se fazer novamente uma filtragem de seu sangue realizada por aparelhos. No entanto, a melhora gradativa faz com que os cuidados não sejam mais necessários. "Os resultados laboratoriais da manhã desta quinta e seu exame clínico foram adequados, permitindo que o paciente não fosse submetido a uma nova terapia de suporte renal", informa o boletim, assinado pelos médicos Fábio Nasri e Marcelo da Costa Batista.



HISTÓRICO

Pelé foi levado ao hospital para uma consulta de rotina no último dia 24, pois havia sido submetido, duas semanas antes, a uma cirurgia para a retirada de cálculos renais, procedimento também realizado no Albert Einstein. Os médicos, no entanto, detectaram uma infecção urinária e decidiram pela internação. O estado de saúde de Pelé piorou consideravelmente ao longo da semana passada, o que obrigou os médicos a transferi-lo para a UTI.

Na quinta-feira passada, dia mais crítico desde sua internação, ele apresentou quadro de "instabilidade clínica", de acordo com boletim divulgado pelo hospital. O ex-jogador precisou tomar antibióticos poderosos para controlar uma infecção renal e recebeu medicamentos para adequar a pressão arterial, que havia caído de maneira preocupante. Na sexta, já recebendo o tratamento de hemodiálise, Pelé começou a apresentar melhora no quadro clínico e desde então, seu estado de saúde tem melhorado constantemente.

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