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Antero Greco
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Quando o Brasil voltará ao topo?

Desde que passamos a nos embasbacar com o que a turma do Hemisfério Norte faz, nos tornamos coadjuvantes nos Mundiais

Antero Greco*, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2018 | 22h12

A França é campeã com jogo prático – sistema defensivo forte e talentos do meio para a frente. A Croácia ficou em segundo lugar com o coração na ponta das chuteiras (com o perdão do chavão) e com elenco de valor e experiência. A Bélgica terminou em terceiro por causa de bela geração, assim como a Inglaterra, a quarta. Parabéns e boa sorte para todas, que tudo somado foram melhores e/ou mais eficientes do que o Brasil, despejado nas quartas.

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E eis o que nos interessa. O que esperar da (ainda) única seleção pentacampeã do mundo daqui em diante? Terminei a crônica de deste domingo com uma previsão provocativa, segundo a qual dificilmente voltará a alcançar o topo do pódio, por copiar estilo europeu e abandonar suas raízes.

O tema merece discussões aprofundadas e com opinião de estudiosos muito mais capacitados do que este colunista. Longe de encarar como menos patrícios os jovens que saíram daqui em busca de fama e fortuna na Europa. Mas, coincidência ou não, desde que passamos a nos embasbacar com o que a turma do Hemisfério Norte faz, como se fosse algo fora do comum, nos tornamos coadjuvantes nos Mundiais.

 

Basta um moço ir para time europeu para receber o selo de qualidade e a chancela de “evoluído”. Claro que se adaptam ao que pretendem seus times, porém deixam de ser espontâneos ao vestirem a amarelinha. Perdem espontaneidade e ousadia; ficam previsíveis. E de previsibilidade os europeus entendem – nós não. 

*COLUNISTA DO ‘ESTADÃO’ E COMENTARISTA DA ESPN

 

 

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