Patricia de Melo Moreira/ AFP
Patricia de Melo Moreira/ AFP

Quarenta torcedores são condenados por invadir centro de treinamento do Sporting de Lisboa

Ex-presidente Bruno de Carvalho, acusado de ser o autor moral desses eventos, foi absolvido

AFP, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2020 | 17h16

Quarenta torcedores do Sporting de Lisboa foram condenados nesta quinta-feira por terem invadido o centro de treinamento do clube para atacar e ameaçar seus jogadores em maio de 2018, mas o ex-presidente Bruno de Carvalho, acusado de ser o autor moral desses eventos, foi absolvido.

De acordo com a sentença proferida por um tribunal de Lisboa, nove dos acusados foram condenados a cinco anos de prisão, enquanto outros 29 receberam penas de prisão, mas não terão que cumprir em regime fechado, e três outros foram multados.

O ex-presidente do Sporting entre 2013 e 2018, responsável do clube pelas relações com os torcedores e o chefe do principal grupo das torcidas organizadas foram absolvidos, depois que a acusação reconheceu que ele não podia provar que eles eram os autores morais dos ataques.

Logo após Bruno de Carvalho criticar publicamente seus jogadores, um grupo de torcedores entrou no centro de treinamento do clube em Alcochete no dia 15 de maio de 2018, atacando jogadores e treinadores e saqueando seus vestiários.

"Fui vítima de um crime muito violento (...) Posso finalmente sair do meu período de dois anos de confinamento", reagiu Carvalho na saída do tribunal, que havia sido liberado após pagar uma fiança em novembro de 2018, depois de passar quatro dias preso.

Os eventos de maio de 2018 desencadearam uma crise financeira e esportiva no Sporting.

O clube pediu nesta quinta-feira ao mundo do esporte "para se unir para que fatos como esse não voltem a acontecer", em um comunicado divulgado em seu site.

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