Esteban Biba/EFE
Esteban Biba/EFE

Queiroz promete Irã forte contra Portugal: 'Não somos perdedores simpáticos'

País asiático tem três pontos na classificação do grupo B, apenas um atrás dos líderes

Estadão Conteúdo

24 Junho 2018 | 12h38

O técnico da seleção do Irã, Carlos Queiroz, sabe das limitações da sua equipe, mas promete que os iranianos entrarão forte e serão competitivos contra Portugal nesta segunda-feira, às 15 horas (de Brasília), em Saransk, no duelo decisivo por uma vaga às oitavas de final da Copa do Mundo. Queiroz garantiu que os iranianos não são "perdedores simpáticos" e que lutarão pela vaga no mata-mata até o final.

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"Amanhã só temos uma alternativa, que é tentar sermos melhores em todos os detalhes. Estivemos bem contra o Marrocos. Contra a Espanha podíamos estar melhor. O resultado não foi o que poderia ter sido. Não há justiça em futebol, mas temos uma filosofia de trabalho de que não estamos aqui para sermos perdedores simpáticos. Viemos aqui para competir e para trazer dignidade, felicidade e orgulho para os torcedores iranianos", afirmou o técnico português em entrevista coletiva neste domingo.

O treinador citou as ausências de nomes importantes que jogam em grandes times do futebol europeu, como Nélson Semedo e André Gomes, do Barcelona, Rony Lopes, do Mônaco, e o experiente Nani, que atua na Lazio, para dimensionar a qualidade do rival desta segunda-feira.

"Temos que ser realistas porque vamos jogar contra uma das equipes mais fortes do mundo. É uma seleção fortíssima, bem treinada. Tem uma segunda seleção de fora. Nani, Eder, Semedo e André Gomes, do Barcelona, o Rony, um dos goleadores do Campeonato Francês. São sete, oito jogadores. Quantas seleções do mundo podem se permitir ficar sem esses jogadores?", disse.

 

Se não tem à disposição jogadores como Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e Gonçalo Guedes, a força da seleção iraniana, segundo Queiroz, é o jogo coletivo, que pode fazer a diferença, segundo ele. Além do fato de o Irã ser franco atirador no duelo da rodada final do Grupo B, em que precisa de uma vitória simples para avançar ao mata-mata.

"Respeito, realismo e romantismo, porque temos que basear nosso jogo nos valores fundamentais que formam uma equipe, trabalho, bravura, lealdade, comprometimento, honestidade, integridade. Temos um sonho. Não temos nada a perder. Eles têm muito a perder. Nós, não. Vamos tentar nosso melhor, brigar, lutar e fazer o necessário para vencer a partida. O grande líder da nossa equipe é a própria equipe", explicou.

Queiroz conhece bem Portugal. Ele treinou a seleção de seu país entre 2008 e 2010, e deixou o cargo pouco depois da eliminação da equipe para a Espanha - que se sagraria campeã do torneio - nas oitavas de final para a Espanha na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.

A suposta relação ruim com Cristiano Ronaldo, segundo a imprensa portuguesa, foi o principal motivo para a saída do treinador do comando português. Quando perguntado, na época, sobre a eliminação para os espanhóis, o astro do Real Madrid disse que Queiroz é que deveria responder à pergunta.

"Como parar Cristiano? Se contra a Espanha e Marrocos já foram jogos difíceis, contra Portugal vai ser ainda mais", analisou Queiroz. "Esperamos um jogo complicado porque não chegamos a ter partidas fáceis. Nem em sonhos meus jogadores pensaram em ter de jogar contra o Cristiano e contra os grandes jogadores de Portugal. Eles estão muito entusiasmados e vamos manter essa atitude e concentração desde o início", concluiu.

 

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