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Contratado pelo Palmeiras, Barros tem perfil discreto e contratou Seedorf e Loco Abreu

Ex-dirigente do Botafogo é quem deve assumir a vaga de Alexandre Mattos no clube alviverde

Por Ciro Campos
Atualização:

O novo diretor de futebol do Palmeiras é um profissional que se notabilizou pela capacidade de resolver crises e por ter conseguido contratações de impacto para o Botafogo. Anderson Barros é quem vai assumir a vaga deixada por Alexandre Mattos e liderar a nova configuração do departamento de futebol do clube.

Barros deixou o cargo de gerente de futebol do Botafogo e está perto de assumir o cargo no Palmeiras. O contrato deve ser válido por duas temporadas. Nesta última passagem pelo clube carioca, o dirigente conquistou o título do Campeonato Carioca em 2018 e participava nos últimos dias das discussões internas sobre o transição para o formato do clube-empresa.

Anderson Barros deve assinar com o Palmeiras por duas temporadas Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo

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A primeira passagem de Barros pelo Botafogo foi de 2009 a 2012 e foi marcada por contratações de reforços renomados. Um deles foi o atacante uruguaio Loco Abreu, trazido em 2010. Dois anos depois foi a vez do clube anunciar o meia holandês Clarence Seedorf. Nesse período a equipe alvinegra ainda contou com as vindas de Lodeiro, Herrera e Elkeson.

O dirigente teve a oportunidade de trabalhar depois no Coritiba, Vasco, Vitória e Bahia antes de retornar ao Botafogo. Nesses clubes Barros mostrou habilidade para contornar crises financeiras e de resultados. A principal delas foi em 2013, quando o Bahia passou por uma intervenção na Justiça e teve o presidente afastado. Coube ao então diretor de futebol gerir o clube.

Pouco depois, no Vitória, Barros montou o elenco que em 2015 conquistou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro para o ano seguinte e conseguiu como contratação de destaque o atacante Marinho, que atualmente está no Santos. O dirigente mostrou nesses trabalhos ter bom convívio com o elenco e conseguir proteger os jogadores de interferências externas, principalmente na parte política.

O Palmeiras se aproximou de Barros por gostar do perfil mais discreto e conciliador. O clube pretende trabalhar em 2020 com um comitê de gestão formado por dirigentes, cuja função será participar das decisões do novo diretor de futebol. Por isso, o nome buscado foi de alguém que pudesse se encaixar nessa nova estrutura sem criar grandes desgastes.

Barros não foi a primeira opção buscada pelo Palmeiras. O clube teve anteriomente reuniões com Rodrigo Caetano, do Inter, e depois recebeu a recusa de Diego Cerri, do Bahia. A diretoria chegou a avaliar os nomes de Thiago Scuro, do Red Bull, e Paulo Pelaipe, do Flamengo.

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