Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Quem ganha e quem perde no mercado com os jogos do Brasil na Copa do Mundo

Comércios mudam seus horários e dinâmica de trabalho para se adaptar durante a disputa do Mundial e as partidas da equipe comandada por Tite

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 05h00

Supermercados e padarias já se preparam para uma quantidade de clientes acima do normal nesta sexta-feira, dia de jogo do Brasil na Copa. Pelo menos é o que vem acontecendo nos dias em que o time de Tite entra em campo na Rússia. Com jogos matinais e no início da tarde, o torcedor brasileiro estabeleceu um padrão de comportamento que vem garantindo a esses setores do varejo um crescimento significativo no movimento em comparação a dias “normais”. 

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Foi assim na segunda, quando o Brasil derrotou o México pelas oitavas de final e supermercados fecharam o dia com 8,5% a mais de movimento. Em função do horário do jogo, 11h, as vendas em padarias cresceram 20%. É o que aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), calculado a partir de mais de 1 milhão de pontos de venda ativos e credenciados à operadora de cartões.

Em São Paulo, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) identificou que a venda de determinados itens chegou a aumentar 50% nos dias de jogo. Caso da cerveja, por exemplo. Nos jogos disputados à tarde, além da bebida, alimentos como carne para churrasco, salame, amendoim e pipoca chegam a vender 25% mais do que num dia sem jogo. Os supermercados também registraram aumento na vende de pães, frios e laticínios dos dias de jogos pela manhã. 

“A Copa tem sido um grande impulsionador para o aumento no consumo e, consequentemente, o crescimento das vendas”, analisa o economista Thiago Berka, da Apas. “O curioso é que as vendas pós-jogo se mantêm abaixo da média de um dia comum, demonstrando que os consumidores tendem a estocar produtos para não precisarem mais sair de casa.”

Os dias de jogos, porém, não favorecem todos os setores do varejo. Que o digam farmácias e lojas de roupas, por exemplo, que tiveram queda de 15,5% e 31,1%, respectivamente, nos dias de Brasil na Copa. Algumas lojas desses setores chegaram a registrar faturamento zero no decorrer das partidas.

 

 

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