Divulgação/Grêmio Novorizontino
Divulgação/Grêmio Novorizontino

'Queremos ser mais vistos no cenário nacional', diz presidente do Novorizontino

Adversário do Palmeiras nas quartas de final do Paulistão sonha alto

Entrevista com

Genílson da Rocha, presidente do Novorizontino

Paulo Beraldo, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

02 de abril de 2017 | 07h00

Ex-jogador e presidente do clube desde a retomada do futebol profissional, em 2012, Genílson da Rocha Santos diz que o esporte deve ser gerido "de maneira correta", como qualquer empresa. "Os passos têm que ser dados de acordo com a nossa realidade. Queremos estar melhorando ano após ano e esperamos que nosso trabalho sirva de exemplo para outras equipes", diz nesta entrevista ao Estado.

O que significa para o Novorizontino a classificação para as quartas de final do Campeonato Paulista?

É muito importante para o clube. Era o segundo objetivo depois da permanência na Série A. É um passo a mais. O clube, com seu crescimento e sua linha de trabalho, buscava sim algo mais. Significa um reconhecimento pelo trabalho e uma valorização do que o clube tem feito nos últimos anos. É muito importante para a visibilidade do clube, de seus atletas e de todo o trabalho desenvolvido.

E a classificação para a Série D do Campeonato Brasileiro, um objetivo do time desde o início?

O Brasileiro era uma ambição que tínhamos. Buscávamos essa classificação que nos possibilitasse que o clube também possa crescer no âmbito nacional. Em termos de Paulista, podemos dizer que o clube está se consolidando como um time de Primeira Divisão. O objetivo, agora, é conquistar isso a nível nacional. Vamos ter o maior cuidado, o maior carinho, fazer bem feito, de forma que nos credencie a ser uma das equipes que vai estar brigando para conseguir o acesso para a Série C. O Novorizontino conquistou essa vaga por mérito e vai fazer jus a isso.

Como é a estrutura do Grêmio Novorizontino?

É um clube bem organizado. Tem uma estrutura simples. Não tem nada de anormal ou luxuoso aqui. Mas tudo é funcional. Procuramos melhorar todos os departamentos a cada ano. Quando se fala em departamento, passa por fisioterapia, centro de treinamento, cozinha, alojamento, rouparia. O Novorizontino se preocupa em melhorar todos esses segmentos. A melhoria foi passando da estrutura para o profissionais envolvidos. E as coisas caminham juntas. Providenciamos cursos e visitas a outros clubes mais estruturados para trazer sempre o que é possível dentro da nossa realidade.

E para se manter economicamente durante o ano?

A manutenção do clube, com a receita da federação, melhora consideravelmente. Mas para tocar todas as categorias de base do clube e o time anualmente ainda não é suficiente, uma vez que ainda temos somente o Paulistão de três, quatro meses de futebol profissional. O Novorizontino se preocupa muito com as categorias de base e isso faz com que seja necessário o funcionamento da estrutura de todos os profissionais durante todo o ano. Somente a receita vinda da federação não fecha a conta anual. Em vista disso, o clube conta com a participação de investidores locais que aportam no clube, diante das necessidades. Depois do campeonato, o clube tem uma defasagem que precisa dos investidores. E eles prontamente fazem com que tudo se mantenha de maneira ordenada.

Como é a folha salarial do clube?

Não posso divulgar os números exatos, mas o clube fez uma folha de acordo com os clubes do Interior. Não temos atleta ganhando acima da média do time, na faixa de R$ 20 mil a R$ 25 mil.

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