Questão salarial preocupa corintianos

Bem que o vice-presidente de Futebol do Corinthians, Antonio Roque Citadini, correu para tentar acalmar os ânimos entre os jogadores. Mas suas seguidas declarações em jornais e programas de rádio e televisão não foram suficientes para tranqüilizar o grupo corintiano. A preocupação com a possível intenção de parte da diretoria em renegociar os contratos tem tirado o sono dos atletas.Por razões óbvias, eles evitam comentar o assunto. Mas não conseguem esconder a preocupação, sobretudo depois de o Parque São Jorge ter se tornado palco de brigas judiciais entre o clube e alguns de seus jogadores. Nos últimos meses, Marcelinho, Luís Mário e Luizão trocaram o gramado da Fazendinha pelo carpete dos tribunais. Alguns, como o zagueiro Scheidt, considerado um dos líderes do grupo, manifestaram sua opinião (atitude atípica entre jogadores de futebol) em duas oportunidades. Primeiro no caso Marcelinho, em que criticou o companheiro. Mais recentemente, apoiou Luizão no que chamou de "busca de seus direitos."Pendências à parte, a verdade é que o Corinthians busca alternativas para minimizar os efeitos do péssimo momento vivido pela parceria com o fundo norte-americano de investimentos HMTF. Num período em que os pontos de interrogação afloram no Parque São Jorge, o que não falta são atletas desconfiados e temerosos com o futuro, apesar do bom momento dentro do campo.

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