Raça e Amor conta história do Atlético-MG

Os atleticanos têm três diversões até o fim do ano. Torcer para o time mineiro garantir vaga na Taça Libertadores de 2004, ?secar? o arqui-rival Cruzeiro, líder do Campeonato Brasileiro e, por fim, saborear a deliciosa história do clube contada por um de seus mais fanáticos torcedores, o jornalista Ricardo Galuppo. Raça e Amor, A Saga do Clube Atlético Mineiro Vista da Arquibancada é um relato tendencioso sim, atleticano até a última linha da contracapa, contra-indicado para cruzeirenses e para alguns árbitros do futebol brasileiro. Raça e Amor, lançado nesta quinta-feira em São Paulo, na Livraria Cultura da Av. Paulista (às 18h30), é o sexto livro da coleção Camisa 13, da Editora DBA. Os outros cinco contam as histórias de Flamengo, Santos, Palmeiras, Corinthians e Bahia. A missão de contar a história do Atlético-MG foi dada inicialmente a Roberto Drummond, mas o escritor faleceu no ano passado sem terminar a obra. Galuppo herdou a tarefa e a cumpriu com maestria, apesar da declarada falta de isenção. Como bom torcedor, para ele, o clube mineiro foi sempre vítima das más arbitragens. Não esconde, por exemplo, o ódio ao juiz José de Assis Aragão, que teria sido responsável pela derrota para o Flamengo na final do Brasileiro de 1980. De março de 1908, quando 22 estudantes mineiros mataram aula para fundar o Atlético-MG, passando por Mário de Castro, Ubaldo, Rei Reinaldo, Nelinho, Éder Aleixo... Galuppo condensa craques, lances antológicos, torcedores inveterados e personagens históricos do clube mais popular de Minas numa interessante narrativa. Detalhe: o nome Cruzeiro não aparece uma única vez em todo o texto.

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