Maurício de Souza/Estadão
Cinco candidatos disputam a presidência do Santos para o triênio 2015/17 Maurício de Souza/Estadão

RACHADO, SANTOS ELEGE NESTE SÁBADO NOVO PRESIDENTE

Depois de suspeita de fraude e adiamento do pleito, eleições são remarcadas para este sábado (13). Policiamento será reforçado no entorno da Vila

DIEGO SALGADO, VÍTOR MARQUES E SANCHES FILHO, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Cinco candidatos disputam a presidência do Santos para o triênio 2015/17 na eleição neste sábado, com votação na Vila Belmiro e na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF). Com os seguidos afastamentos do ex-presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro para tratamento de saúde, a sua renúncia em maio deste ano e a posse de Odílio Rodrigues Filho para o restante do mandato, o clube rachou politicamente, além de atravessar uma das mais graves crises financeiras de sua existência, com endividamento, atraso no pagamento de jogadores, funcionários e fornecedores, e seguidos fracassos no futebol.

Não há favorito entre Nabil Khaznadar (chapa Avança Santos), com apoio do atual presidente, Modesto Roma Júnior (Santos Gigante), do grupo do ex-presidente Marcelo Teixeira, Fernando Silva (Mar Branco), José Carlos Peres (Santos Vivo) e Orlando Rollo (Pense Novo Santos). O pleito é histórico porque é a primeira vez que mais de dois candidatos postulam o cargo. O policiamento será reforçado e será igual ao de clássico ou de jogo de risco para coibir excessos e possíveis enfrentamentos entre simpatizantes das cinco chapas.

“A explicação para a eleição Santos ter cinco candidatos é que o clube vive um momento de plena democracia. É o mesmo motivo que fez com que o Brasil passasse a ter 34 partidos políticos quando terminou a ditadura militar”, disse Odílio, na última sua entrevista coletiva antes de passar o cargo.


Pelo último levantamento da secretaria do clube, 19.062 sócios estão aptos a votar – são associados com mais de 18 anos de idade, com mais de um ano de clube e que estão em dia com as mensalidades. Desse total, 2.019 mudaram o domicílio eleitoral para São Paulo e vão votar na FPF e os outros 16.983 votam na Vila Belmiro. Para votar é preciso apresentar o cartão magnético do programa Sócio Rei e um documento original com fotografia.

A assembleia será aberta às 9h para instalação dos trabalhos e a votação começará às 10h, com a utilização de 10 urnas no salão de Mármore da Vila Belmiro (Rua Princesa Isabel, s/n, Vila Belmiro, em Santos) e quatro no salão nobre da FPF (Rua Federação Paulista de Futebol, 55, Barra Funda, São Paulo). As urnas são eletrônicas, alugadas da empresa Microbase e, de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Schiff, receberam o 'aceite' das cinco chapas. A preferência do clube era pela utilização de urnas eletrônicas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas não foi possível porque o equipamento está dentro do período de quarentena devido ao segundo turno da eleição para a presidência da República.

ASSUME EM JANEIRO

O presidente e o vice do Comitê de Gestão e os novos membros do Conselho Deliberativo serão empossados simbolicamente em seguida à apuração dos votos, mas, pelo estatuto do clube, assumirão de fato em 1º de janeiro de 2015. É provável que a partir da próxima semana o atual presidente abra o clube para o sucessor tomar as decisões mais urgentes, como tentar convencer a Globo a antecipar a cota TV de 2016 (pela previsão do presidente Odílio serão aproximadamente R$ 80 milhões) para saldar os compromissos de curto prazo, como o pagamento do direito de imagem e do salário em carteira (CLT) do elenco de profissionais, que completaram dois meses de atraso quinta-feira. Também é preciso decidir rapidamente se Enderson Moreira vai continuar ou se o Santos terá um novo treinador. A seguir, confira entrevistas exclusivas com os cinco candidatos. Todos responderam as mesmas perguntas.

 

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'Odílio provocou o caos como o Marcelo', diz Fernando Silva

Candidato da Chapa 5 (Mar Branco) tem o apoio do ex-presidente Luis Alvaro de Oliveira: 'A situação financeira preocupa', afirma

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Fernando Silva, da Mar Branco (Chapa 5), foi dirigente durante a gestão Luis Álvaro de Oliveira. Laor, agora, apoia a candidatura de Fernando, que critica a 'turma do Odílio'. "Provocou o mesmo caos que a turma do Marcelo Teixeira, que agora quer voltar ao poder", afirma. Abaixo a entrevista. 

Como o senhor analisa, à luz dos documentos já divulgados, a venda do Neymar ao Barcelona? O Santos foi prejudicado?


O Neymar é nosso ídolo e merece todo o nosso respeito e apreço, ao contrário daqueles que gerenciam sua carreira. O prejuízo se deu em duas instâncias. Quanto ao aspecto financeiro, a atual gestão afirma que foi atrás do dinheiro. Mas o torcedor precisa ser ressarcido, sobretudo aquele que foi até o Japão para assistir ao jogo em que seu ídolo já havia recebido um quantia milionária do adversário. 

Qual foi o maior erro da atual gestão?


A atual gestão é um exemplo do que não se deve fazer em um clube de futebol. Gastam mais do arrecadam, elevando a dívida do Santos a patamares absurdos, realizam contratações a valores muito acima do mercado sem tomar cuidados básicos. A turma do Odílio provocou o mesmo caos que a turma do Marcelo Teixeira, que agora quer voltar ao poder. Não se preocupou com o sócio-torcedor, perdeu a CND, gerou dívidas inexplicáveis. Uma administração na qual o projeto de poder está acima dos interesses do clube não poderia ter outro resultado.

O que fazer com Leandro Damião, que custou uma fortuna ao clube e vive uma fase ruim?


É preciso que diretoria e torcedores deem apoio total ao Leandro Damião. Ele é um ativo do clube e não pode ser responsabilizado pela barbeiragem administrativa, financeira e esportiva que foi sua contratação.

A situação financeira do clube preocupa?

Preocupa, mas existe solução. No final de 2009, quando acabamos com o imperialismo que reinava no Santos, a situação não era muito diferente. A administração Marcelo Teixeira nos deixou uma terra arrasada, com muitas dívidas e geração de receita pífia. Sentamos com os credores, renegociamos os acordos e ampliamos as receitas. Em dois anos, o clube passou a ser superavitário, triplicamos a receita com patrocínio e montamos um time que ganhou uma Libertadores, uma Copa do Brasil e três paulistas. É possível reverter esse quadro. Já fizemos uma vez e faremos novamente. O que é preciso é impedir a volta desta gente ao clube, e nossa candidatura é a única que pode fazer isso.

Por que a Vila Belmiro recebe pouco público? É possível mudar esse quadro?


É possível. Mas tomaremos algumas medidas assim que assumirmos o clube para mudar esse cenário. A primeira delas é a retomada do Sócio-Rei. Ampliaremos os benefícios do programa em quantidade e qualidade. O principal deles será garantir gratuidade de ingresso para os frequentadores mais assíduos dos jogos do Santos. Em nossa gestão, o Santista de Carteirinha não pagará para ver jogo. Modernizaremos a Vila Belmiro, a fim de garantir conforto e segurança para o torcedor. E, por fim, teremos um time que entra nas disputas como protagonista e não mero coadjuvante.

O Santos conseguiria ter uma arena moderna, à exemplo do Corinthians e do Palmeiras?

O que é fato é que não podemos ficar atrás de nossos rivais. O clube precisa tomar uma decisão, e não postergar como a atual gestão fez. Estudaremos as hipóteses e soluções e tomaremos uma decisão em no máximo seis meses de mandato. 

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'Não vamos mais ficar sem patrocínio master', afirma Nabil Khaznadar

Candidato da Chapa 2, Avança Santos, diz que patrocínio de camisa será consequência de um grande projeto social 

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Nabil Khaznadar, da Avança Santos (Chapa 2), defende os títulos conquistados pela gestão do ex-presidente Luis Álvaro de Oliveira. 'O Santos é o time paulista que mais venceu nos últimos cinco anos'. Se eleito, promete modernizar o departamento de marketing e diz que vai encomendar uma pesquisa para detectar o por quê a Vila não recebe grande público. Abaixo, a entrevista.

Como o senhor analisa, à luz dos documentos já divulgados, a venda do Neymar ao Barcelona? O Santos foi prejudicado?

Divido isso em duas partes. O Santos recebeu uma proposta do Chelsea no segundo semestre de 2010 para vender o Neymar por 30 milhões de euros. O Santos não aceitou e naquela época foi pedido uma renovação de contrato. Foi feito uma renovação errônea porque ele tinha contrato até 2015 e reduziram para 2014. Nunca vi uma renovação de contrato de tempo menor. As negociações foram muito malfeitas. Não teria feito esse tipo de acordo. A teve a segunda parte: a carta dada ao pai (Neymar) que o liberava para procurar um clube que se sentisse no direito. Realmente complicou. Ninguém sabia da carta.  

Qual foi o maior erro da atual gestão?

Essa é a gestão Laor, o Odílio foi o vice e caiu no colo dele a presidência. É uma gestão vencedora em títulos, está comprovado. É time paulista que mais venceu nos últimos cinco anos. Onde errou? Tiveram alguns erros. Poderíamos ter crescido mais em número de sócios, e hoje temos 50% de sócios inadimplentes. Isso representa R$ 1 milhão por mês. Não podemos se dar ao luxo de não pegar esse dinheiro por mês. O reflexo dessa inadimplência é um pouco o time e a gestão que não soube tratar melhor o associado e o torcedor.

O que acontece com Leandro Damião?

Eu comparo Damião com o Montillo. Chegou com muita expectativa em cima dele. E o Montillo não jogou como jogou no Cruzeiro. Mas nos últimos três meses dele que ele jogou, ele cresceu. O Santos vendeu e repôs o dinheiro. O que acho que tem de fazer com o Damião, que só vai ser pago em 2017, tem de deixar isso claro, temos mais dois anos inteiros para fazê-lo jogar bola, é ter uma boa conversa e dar tranquilidade ao jogador. Ele não desaprendeu a jogar.

A situação financeira do clube preocupa?

O Santos tem um buraco no fluxo de caixa de R$ 80 milhões. Nosso buraco está na falta de patrocínio master e no pagamento da dívida do ex-presidente. Já pagamos 50 milhões de reais. Se não estaria equilibrado. Não vamos mais ficar sem patrocínio master, estamos preparando um projeto social grande, no qual o patrocínio master será uma consequência.

Por que a Vila Belmiro recebe pouco público? É possível mudar esse quadro?

O Santos é um clube atípico: está numa cidade de litoral e a maior parte dos torcedores fica fora dela. Precisamos primeiro saber o que acontece com a Vila. O problema é a Vila? Existem projetos? Dá para reformar? Vamos fazer uma pesquisa com o santista e mandar para nosso cadastro do sócio torcedor. 

O Santos conseguiria ter uma arena moderna, à exemplo do Corinthians e do Palmeiras?

A gente vai tentar ver quais as condições de uma ampliação da Vila. Se é possível algo tipo a Bomborena. Ou até virar estádio butique, diminuir para 12 mil pessoas, talvez, mas com condições melhores em todos os sentidos. Em São Paulo, (um novo estádio) teria de ser com a iniciativa privada.

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'O Santos comprometeu a receita de 2015', diz Modesto Roma Júnior

Candidato da Chapa 4 (Santos Gigante) afirma que o próximo presidente terá sérios problemas para fechas as contas do clube

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Modesto Roma Júnior, da Chapa 4 (Santos Gigante), tem o apoio do ex-presidente Marcelo Teixeira. Sua chapa é a única de oposição. Modestinho, como é conhecido, por ser filho do ex-presidente Modesto Roma, critica a negociação de Neymar e é duro com a gestão Laor/Odílio. "O Santos comprometeu a receita de 2015. Quem assumir não vai ter isso", afirmou. Abaixo, a entrevista. 

Como o senhor analisa, à luz dos documentos já divulgados, a venda do Neymar ao Barcelona? O Santos foi prejudicado?

Com certeza. Precisamos saber se foi prejudicado pelo Barcelona, pelo Neymar ou pela própria diretoria do Santos. Precisamos descobrir. Temos de aguardar para ver, mas foi um péssimo negócio. Vamos analisar o contrato antes para tomar alguma decisão. E vamos tomar as providências necessárias. Mesmo que não haja dolo, há uma incompetência de negociação com certeza. Não dá para fazer uma venda dessas e o Santos terminar com o valor que ficou. 

Qual foi o maior erro da atual gestão?

Há cinco anos, eu dizia que o Luis Álvaro e o Odílio Rodrigues eram pessoas que nasceram Santos e que vão morrer Santos, mas que nunca tinham vivido o Santos. Está aí a prova disso. Eles não tinham experiência e erraram por não saber administrar um clube de futebol. Administração de clube de futebol requer pessoas que conheçam futebol. Essa é a diferença. vamos trabalhar com pessoas que sabem como o Santos tem de ser gerido. Nós não vamos defender o interesse de ninguém que não seja o Santos Futebol Clube. Isso que é preciso para um clube crescer e se desenvolver. 

O que fazer com Leandro Damião, que custou uma fortuna ao clube e vive uma fase ruim?

O Leandro Damião está carregando esse peso enorme nas costas. Mas ele não tem culpa de ter custado tudo isso e nem de ganhar o salário que ganha. Acho que ganha um salário excessivo. Acho que foi mal comprado. Foi um negócio feito com uma inexperiência muito grande. Se vendemos o Neymar por 17 milhões de euros, como pagar 15 milhões no Leandro Damião? O Santos tem de ver o contrato e tentar, analisando tudo o que foi feito, recuperar esse investimento. Não crucificando o Leandro Damião. Ele merece o respeito da comunidade santista.

A situação financeira do clube preocupa?

O Santos comprometeu a receita de 2015. Quem assumir não vai ter isso. Vamos ter um grande problema para fechar as contas, mas teremos uma equipe de renegociação de dívidas e o marketing gerar novas receitas. O Santos cometeu alguns erros de marketing na atual gestão. O maior deles foi levar muito ao alto a imagem do Neymar e esquecer a imagem do clube. Eles trabalhavam exclusivamente pelo Neymar. Temos de trabalhar para recolocar a imagem do Santos no mercado. Não podemos ter soberba. Temos de negociar de acordo com que o mercado negocia, sem dizer que queremos mais do que vale para o mercado. 

Por que a Vila Belmiro recebe pouco público? É possível mudar esse quadro?

Muita gente me pergunta como levar de volta o torcedor ao estádio. Fazendo com que o time tenha identidade com o torcedor, um futebol com a alma do torcedor.

O Santos conseguiria ter uma arena moderna, a exemplo do Corinthians e do Palmeiras?

Se surgir uma proposta, um projeto de uma nova arena, não vamos deixar passar. É uma questão de estudar as propostas. Temos de analisar tudo com seriedade. A Vila vinha sendo reformada na gestão do Marcelo Teixeira. Eu estava diretamente envolvido, visando dar maior conforto ao torcedor. Hoje querem derrubar os camarotes. Não dá, isso é promessa vazia de campanha. Antes da reforma precisamos colocar a casa em ordem e depois vamos fazer. Os vestiários dos visitantes, por exemplo, é horroroso. tem de passar por uma reforma urgente. O visitante não tem uma zona mista, a imprensa não tem espaço. Não são obras caras, mas são obra que tem de ser feitas. Temos de colocar a casa em ordem.

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'Queremos que a Vila volte a ser o alçapão', afirma Orlando Rollo

Candidato da Chapa 3, Pense Novo, fala que é possível demolir os camarotes inferiores e resgatar o 'torcedor comum' ao estádio

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Orlando Rollo, da Chapa 3 (Pense Novo), defende que a Vila Belmiro volte a ser um 'alçapão'. Segundo ele, o estádio sofreu uma elitização. 'Pretendemos demolir esses camarotes inferiores', diz. Sobre a venda de Neymar, o candidato afirma que a negociação foi muita vantajosa para o jogador, mas ruim para o clube. Abaixo, a entrevista.

Como o senhor analisa, à luz dos documentos já divulgados, a venda do Neymar ao Barcelona? O Santos foi prejudicado?

Foi uma negociação vantajosa para atleta, mas muito ruim para o clube. Uma negociação obscura em que precisam ser esclarecidos muitos pontos. O Santos FC foi vítima nessa negociação, perdeu milhões e o conselho gestor não demonstra o menor empenho em apurar possíveis danos ao patrimônio do clube. Estamos estudando as melhores providências a tomar, já protocolamos um pedido de explicações no clube e analisamos quais as possíveis providências judiciais cabíveis.

Qual foi o maior erro da atual gestão?

A atual gestão foi uma sucessão de erros, mas a instalação do comitê de gestão, com sua letargia nas decisões, a contratação do Leandro Damião por um valor exorbitante e essa negociação obscura do Neymar são gritantes.

O que fazer com Leandro Damião, que custou uma fortuna ao clube e vive uma fase ruim?

Vamos analisar minuciosamente o contrato do Leandro Damião, já que existem cláusulas sigilosas, para decidirmos qual a melhor atitude a tomar. Temos que pensar no clube e no seu patrimônio.

A situação financeira do clube preocupa?

O clube tem um faturamento anual de quase R$ 200 milhões, o que acontece é a má administração desse dinheiro, por isso essa dita crise financeira. Gerindo bem o dinheiro não existe crise, dá pra administrar o clube e ter um time competitivo. Quanto às dívidas, temos que equalizá-las e equilibrar o balanço, o mais importante é o pagamento dos salários atrasados.

Por que a Vila Belmiro recebe pouco público? É possível mudar esse quadro?

O torcedor comum foi afastado do estádio. A Vila Belmiro sofreu uma elitização com esses camarotes inferiores, na linha do campo, e o torcedor perdeu seu lugar, ali, onde ficava o alambrado. Queremos que a Vila volte a ser o alçapão. Pretendemos demolir esses camarotes, reformar e modernizar o estádio, gerar uma nova experiência de jogo para nossos torcedores.

O Santos conseguiria ter uma arena moderna, à exemplo do Corinthians e do Palmeiras?

Sim, é plenamente viável que o Santos FC tenha uma arena moderna.  O clube perdeu a oportunidade de modernizar sua arena na Copa do Mundo e agora terá que ir atrás. Eu mesmo, no exercício da vereança, propus um projeto de lei que desafeta as ruas no entornos do estádio, com exceção da Rua Princesa Izabel, que já acontece em dias de jogos, para que seja possível a instalação de infraestrutura que permitirá essa reforma e modernização.

 

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'Esqueceram do sócio e do torcedor', afirma José Carlos Peres

Candidato da Chapa 1, Santos Vivo, diz que atual gestão foi marcada por erros e que vai investigar a venda de Neymar

O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2014 | 23h30

Para José Carlos Peres, da Chapa 1 (Santos Vivo),  o maior erro da atual gestão foi gerir mal o clube, além  de aumentar a dívida. Peres promete, se eleito, analisar o polêmico contrato da venda de Neymar ao Barcelona. "Se o Santos FC foi lesado, os responsáveis serão acionados judicialmente." Abaixo, a entrevista. 

Como o senhor analisa, à luz dos documentos já divulgados, a venda do Neymar ao Barcelona? O Santos foi prejudicado?

É, sem sombra de dúvidas, o negócio mais mal explicado de todos os tempos. Não por outro motivo motivou ações na Espanha e investigações no Brasil. O que nos parece é que o Barcelona pode (e deve) ser acionado perante a FIFA, por ter negociado com o jogador sem avisar o Santos FC. Pior: pagou um adiantamento antes da final do Mundial. Analisaremos a fundo essa questão, inclusive a carta que o pai do atleta recebeu do presidente do clube e eventual excesso de mandato do presidente de então, Sr. Luis Álvaro, à luz dos Estatutos que vigiam na época de sua assinatura. Se o Santos FC foi lesado, os responsáveis serão acionados judicialmente

Qual foi o maior erro da atual gestão?

São tantos e tão importantes que fica até difícil enumerá-los. Considero que uma das principais  falhas da direção foi esquecer do sócio e do torcedor, as razões de existência do clube. Tomaram para si o clube e esqueceram-se de que o clube é dos seus sócios e de seus torcedores. Trataram os conselheiros como massa de manobra, esquecendo-se de que eles ali estão como representantes dos sócios. Aparelharam o clube com um fundo de investimento que até hoje não revela quantos e quais os seus integrantes, configurando um perigoso precedente de conflito de interesses. Terceirizaram a base de sócios do clube a uma empresa que presta um péssimo serviço. Contrataram mal e, sobretudo, geriram mal, deixando uma dívida monstruosa. Não dá nem para hierarquizar.

O que fazer com Leandro Damião, que custou uma fortuna ao clube e vive uma fase ruim?

Recuperá-lo. Leandro Damião é patrimônio do clube. Considero uma irresponsabilidade qualquer candidato depreciar o patrimônio do clube. Ele é nosso atleta, independentemente do contrato ou das condições em que chegou. Devemos fornecer todas as condições para que ele recupere seu bom futebol, para que seja nosso artilheiro, ou para que encontre uma oportunidade de negociação. O que não podemos é desvalorizá-lo.

A situação financeira do clube preocupa?

Preocupa mas não paralisa. Temos alternativas para começar o ano com segurança. A partir daí, enxugaremos a máquina administrativa, alongaremos o perfil das dívidas e fabricaremos receitas desprezadas pelo clube. Essa será a meta a perseguir todos os dias, com dois componentes essenciais; credibilidade e competência

Por que a Vila Belmiro recebe pouco público? É possível mudar esse quadro?

O sócio e o torcedor do clube são muito mal tratados. É possível mudar esse quadro sim. E isso passa por uma mudança de paradigma no tratamento dos nossos clientes (torcedores). Temos que oferecer vantagens, facilidades e serviços, fazendo com que ele tenha prazer, conforto e segurança na ida aos estádios. O conceito de hospitalidade será aplicado  com vigor. Assistir um jogo do Santos deve ser fácil, desde a compra de um ingresso, passando pelo transporte (Santos-Capital ou Capital-Santos), pela segurança e pelo conforto. O sócio do clube e o torcedor devem sentir-se parte da solução, não do problema. Mudaremos isso com transparência, com pesquisas de satisfação, com vantagens e com respeito. Se não respeitarmos o torcedor, ele não retribuirá ao clube com sua presença.  

O Santos conseguiria ter uma arena moderna, à exemplo do Corinthians e do Palmeiras?

Um time com a grandeza do Santos pode ter o que quiser. Basta saber o que quer. Essa discussão sobre arenas modernas será encaminhada aos conselheiros, aos sócios e aos torcedores. Promoveremos, no momento oportuno, um amplo debate e a solução que o associado encontrar será aquele que implementaremos

 

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