Racismo: Árbitro paraibano se defende

O árbitro paraibano Genival Batista Júnior, acusado de prática de racismo pelo atacante Marco Antônio, do Campinense, depôs na tarde desta segunda-feira no Ministério Público Estadual, e disse que foi agredido pelo jogador durante partida válida pela última rodada da fase classificatória do segundo turno do Campeonato Paraibano. Em depoimento ao promotor Herbert Targino, Genival afirmou que aplicou cartão amarelo no atleta, seguido do vermelho, devido à agressão. Genival afirmou que, após ter marcado uma falta de um jogador do Campinense em cima de uma atleta do Nacional, Marco Antônio o teria xingado. Ele disse lembrar da frase pronunciada pelo atacante no momento. "Você só marca para um lado, seu f.d.p.". Marco Antônio, ao ser advertido com o cartão amarelo, deu uma testada no árbitro, que, então, puxou o cartão vermelho e o expulsou do jogo.O juiz disse ainda no depoimento que, após ter sido expulso, o jogador partiu para cima dele, tentando agredi-lo, sendo contido pelos companheiros de equipe. Ele afirmou que ouviu a jogador gritando "vou lhe pegar", fato que o fez solicitar a presença da polícia em campo, para retirá-lo, tendo o atleta ainda reagido à força policial.No final do depoimento, Genival Júnior afirmou que não registrou Boletim de Ocorrência na delegacia, pela suposta agressão, a pedido do dirigente do Campinense Gustavo Ribeiro, sob a alegação de que, há dez dias, o pai do jogador havia morrido, fato que o tinha deixado "descontrolado emocionalmente".Genival disse ao promotor que não sabe o porquê de o atleta ter feito tal acusação contra ele. "Como é que se pode chamar crime de racismo, quando as pessoas envolvidas no fato são da mesma cor?". Ele disse que em 15 anos de profissão, tendo apitado por nove vezes jogos de decisão do Campeonato Paraibano, é a primeira vez que passa por um problema como este.

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