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Racismo em jogo da Liga dos Campeões gera repercussão; presidente da Turquia se manifesta

Recep Erdogan e jogadores condenam postura do quatro árbitro romeno durante jogo entre PSG e Istanbul Basaksehir

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2020 | 19h59

O presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan lamentou nesta terça-feira o episódio de racismo ocorrido na Liga dos Campeões no jogo entre Paris Saint-Germain e Istanbul Basaksehir, na França. Pelo Twitter, Erdogan disse ser totalmente contra a discriminação. A partida acabou suspensa após uma discussão e será retomada na tarde desta quarta-feira.

Ainda no primeiro tempo do jogo, o quarto árbitro, o romeno Sebastian Coltescu, decidiu expulsar o auxiliar técnico do Istanbul, o camaronês Pierre Webó. Segundo o lateral-direito brasileiro Rafael, que atua pela equipe turca, Coltescu se dirigiu de forma preconceituosa e disse: "Negro, sai daí". Depois disso, os jogadores dos dois times decidiram em comum acordo deixar o campo.

Depois dessa decisão dos atletas, Erdogan se manifestou sobre o caso. "O nosso representante condena veementemente as observações racistas feitas contra Pierre Webó, um membro da equipa técnica do Basaksehir, e creio que a Uefa irá tomar as medidas necessárias", escreveu o presidente.

O meia Giuliano, do Istanbul Basaksehir, estava no banco de reservas do jogo e acompanhou tudo de perto. "Ele (quarto árbitro) foi ofensivo em relação a um membro da nossa comissão técnica e se referiu a ele como negro. Foi muito claro, muita gente escutou, inclusive o nosso treinador que estava do lado. Isso causou um constrangimento muito grande. Ao final, nós como equipe, como entidade, a gente resolveu protestar. Isso é inadmissível. O racismo tem de acabar", contou.

Giuliano acrescentou ainda que torce para que a postura dos times sirva como um exemplo. "O gesto de sair de campo foi louvável das duas equipes. A gente espera que com isso a gente chame ainda mais a atenção das pessoas para que todos possam entender que chega de racismo", explicou.

As reações públicas sobre o episódio se estenderam também a alguns jogadores. O atacante Dentinho, do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, escreveu nas redes sociais: "Não ao Racismo". O atacante Richarlison, do Everton, publicou uma série de imagens de mãos de variadas cores para se posicionar como apoiador da mobilização dos atletas de PSG e Istanbul Basaksehir. Mais tarde foi a vez de Neymar postar uma imagem em apoio ao protesto.  

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