Racismo: Grafite só não quer polêmica

Grafite tem orgulho ao falar do gol que marcou contra o Quilmes (2 a 2), na Argentina, mas não quer nem lembrar das manifestações racistas dos adversários e, principalmente, da torcida rival. Mas também não quer transformar o assunto em polêmica. "Eu entendo que tudo aquilo foi situação de jogo. Eu também xingo... Pode ter certeza que deixei tudo lá, não trouxe nenhuma mágoa para este jogo de quarta-feira", garante o atacante. "Comentei isso quando voltamos de lá, mas nem imaginava que poderiam criar tanta polêmica." Coincidência ou não, hoje ele estava usando no pulso direito as pulseiras da campanha contra o racismo - uma branca e outra preta - que cada vez mais ganha força na Europa. "O Cicinho que me deu." Ele quer aproveitar o jogo para, pelo menos, manter a sua média de gols na competição. Em três jogos, deixou a sua marca três vezes. Mais do que a artilharia, Grafite quer mesmo faturar o título. "Acho que nunca teremos um caminho tão fácil como foi o ano passado", lamenta. "Temos de tirar proveito de nossos erros e acertos para fazer melhor." Os argentinos, segundo Grafite, ainda são favoritos. "Os brasileiros ainda não acharam a fórmula certa. Acho que os argentinos já nascem com esse dom, mais preparados", diz.

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