Washington Alves/Divulgação - 9/6/2011
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Rafael, goleiro do Cruzeiro, culpa colírio por ter sido flagrado em antidoping

Ele deu positivo para a substância prednisona em jogo do Campeonato Mineiro

AE, Agência Estado

16 de julho de 2011 | 13h26

BELO HORIZONTE - Flagrado em exame antidoping, o goleiro Rafael atribuiu o resultado do teste a um colírio utilizado para tratar uma conjuntivite. O reserva do Cruzeiro deu positivo para a substância prednisona no segundo jogo contra o América de Teófilo Otoni, no dia 1.º de maio, pela semifinal do Campeonato Mineiro.

"Estou bem tranquilo, pois sei que fizemos tudo certo. Foi por conta mesmo de uma conjuntivite, não tomei nenhum medicamento por contra própria. Fui a um oftalmologista. Ele me passou os remédios, um colírio, eu procurei o departamento médico, mostrei antes de tomar os remédios. A cabeça está bem tranquila, sei que fizemos o que foi correto", declarou o atleta, neste sábado.

O médico do Cruzeiro corroborou a explicação de Rafael. "Ele estava fazendo o uso desse medicamento, por uma avaliação oftalmológica, diagnosticada uma conjuntivite bacteriana, junto com uma inflamação na pálpebra. Dessa forma, foi prescrito esse medicamente como o prórpio controle de doping permite esse uso", declarou Sérgio Freire Júnior.

Segundo o médico, a prednisona, que é permitida, foi detectada em concentração alta na amostra do goleiro. "O que fez com que o resultado desse positivo, realmente, foi a alta concentração no exame do Rafael. Ou o organismo dele absorveu demais essa substância ou não teve condições de eliminar. É um corticoide, cujo uso é permitido, desde que seja em uso tópico (pomada, colírio)".

Ainda de acordo com Freire Júnior, o Cruzeiro ainda não foi notificado oficialmente sobre o teste positivo. A Federação Mineira deverá fazer o anúncio somente na segunda-feira. Por essa razão, o jogador está liberado para enfrentar o Bahia, no domingo. O técnico Joel Santana já confirmou que o goleiro reserva está relacionado para a partida.

"O julgamento deve acontecer nos próximos 30 dias. Então, nesse prazo, da comunicação até o julgamento, a gente tem que esperar a decisão da Federação Mineira, para ver se o atleta será afastado durante esse período, se não vai. Essa informação a gente ainda não tem", disse o médico do Cruzeiro.

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