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Rafinha explica saída da seleção e nega que defenderá Alemanha

Lateral diz que não se vê com chances de ser convocado novamente

O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2015 | 20h37

Um dia após enviar carta à CBF pedindo dispensa da seleção brasileira, o lateral-direito Rafinha usou sua conta em uma rede social para explicar a desistência. Segundo o jogador do Bayern de Munique, sua decisão não está ligada à possibilidade de defender a seleção alemã, mas sim porque ele se vê com poucas chances de ser lembrado por Dunga regularmente. 

Há alguns meses o lateral admitiu a abertura de um processo para a dupla cidadania, mas ele tratou de negar qualquer relação deste pedido com uma possível naturalização. "Eu não tenho e nunca tive contato com ninguém da DFB [Federação Alemã de Futebol]. Portanto esse negócio de negar a seleção ou a Pátria não combina comigo", escreveu o jogador nesta quarta-feira. 

Rafinha foi chamado por Dunga para disputar as duas primeiras rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Apesar da convocação, ele pode ser considerado como uma terceira opção, já que os prediletos do treinador, Daniel Alves, do Barcelona, e Danilo, do Real Madrid, estão machucados.  

O comandado de Pep Guardiola também lembrou do conflito que teve com o Schalke, em 2008, quando fora convocado pelo próprio Dunga para defender o Brasil na Olimpíada de Pequim. 

CONFIRA O TEXTO DE RAFINHA

"E ai galera...!!! Estou vindo aqui pra esclarecer uma coisa pra vocês, que estão de acordo ou não com a minha decisão... Cada um tem o direito de pensar e interpretar da forma que quiser. Eu pedi a liberação da seleção, porque não me vejo disputando uma vaga pela lateral, e não porque estou trocando o Brasil pela Alemanha. Eu não tenho, e nunca tive contato com ninguém da DFB (Seleção Alemã)... Portanto esse negócio de negar a seleção ou negar a Pátria não combina comigo. Relembre 2008 Olimpíada de Pequim, quando eu entrei em conflito com meu clube, na ocasião o Schalke 04, justamente pra poder defender o Brasil. E por sinal, o treinador era o Dunga que me convocou pra fazer parte daqueles 23 jogadores. Então eu quero deixar claro, que por eu estar tirando a dupla cidadania, nao quer dizer que eu vou jogar pela Alemanha. Eu fiquei muito feliz mesmo em ter sido convocado novamente... Mas analisando bem a situação, eu achei melhor pedir a liberação. Agradeço ao Gilmar Rinaldi e ao Técnico Dunga pela compreensão."

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