Janete Longo/Divulgação
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Raí fica lisonjeado com sugestão para ser diretor da CBF

Sugestão do deputado federal e ex-atacante Romário mexeu com o ídolo são-paulino, que ressaltou não ter recebido convite da CBF

BRUNA TONI, Agência Estado

26 de novembro de 2012 | 20h07

SÃO PAULO - O deputado federal e ex-atacante Romário defendeu na última sexta-feira, após a demissão do técnico Mano Menezes na seleção brasileira, que o ex-jogador Raí assumisse o cargo de diretor de seleções da CBF. Raí disse nesta segunda ter ficado lisonjeado por ter sido citado pelo "amigo Romário", mas garantiu que não recebeu qualquer contato da CBF para ocupar a função.

O diretor de seleções da CBF é Andrés Sanchez, mas este avisou nesta segunda-feira que vai deixar o cargo por não ter concordado com a demissão de Mano Menezes. Assim, surgem especulações sobre um possível substituto para o dirigente - no caso do treinador da seleção, os rumores são ainda maiores, com nomes envolvendo Felipão, Muricy, Abel Braga, Tite e Luxemburgo.

 

"Tudo o que um deputado fala é levado em consideração. Me sinto muito lisonjeado. Mas não recebi nenhum convite da CBF", garantiu Raí, que foi companheiro de Romário na conquista do tetracampeonato mundial em 1994. Ele revelou ainda que se fosse realmente convidado para ser o diretor de seleções iria pensar, sim, na possibilidade de aceitar o desafio.

Mas Raí alertou para algumas características que considera fundamentais para que o novo ocupante do cargo tenha sucesso. "O futuro diretor de seleções tem que ter autonomia, independência, filosofia de trabalho e uma certa distância da cúpula da CBF", explicou o ex-jogador, que admitiu surpresa com a demissão de Mano. "Vinha desempenhando um bom trabalho."

Raí participou na noite desta segunda-feira do lançamento do livro "1992 - O mundo em três cores", escrito em parceria com o jornalista André Plihal, que narra a conquista do título do Mundial de Clubes pelo São Paulo há 20 anos. O evento numa livraria da capital paulista ficou lotado de torcedores são-paulinos, eufóricos com a nova obra e com o eterno ídolo.

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