Raí pretende ser dirigente esportivo

Depois de marcar época com a camisa 10 do São Paulo, Raí quer se tornar um dirigente. Em entrevista exclusiva à Agência Estado, o ex-jogador não poupa críticas aos atuais cartolas e revela que está em negociações para gerenciar, em breve, um clube de futebol."A atual safra de dirigentes no Brasil tem que passar logo. O futebol precisa se profissionalizar mais e um dos caminhos é começar a mudar as leis para acabar com privilégios e mandatos de 20 ou 30 anos que temos no País e que acabam criando vícios que só prejudicam o futebol", afirma Raí, fazendo uma referência indireta à nova eleição de Ricardo Teixeira para a presidência da CBF.O ex-jogador, que esteve em Genebra nos últimos dias para levar um grupo de crianças carentes brasileiras para conhecer a Europa, revela que está planejando com cuidado sua volta ao futebol."Vou voltar como dirigente esportivo. Tenho tido alguns contatos com clubes, mas ainda estou avaliando as opções", revela Raí, que se recusou a revelar quais são esses clubes. Há pouco tempo, a imprensa francesa afirmou que o brasileiro estava cotado para assumir um cargo na nova direção do Paris Saint-Germain, sua ex-equipe. "A imprensa falou muito que eu estaria sendo cogitado, mas nunca foi feito um contato oficial", garante.Sobre o gerenciamento do futebol no País, Raí parece ter uma idéia clara do que deveria ser reformado. "No Brasil, apesar de que a administração do esporte começa a dar sinais de que está mudando, a situação do futebol ainda está longe do ideal", acredita.Para Raí, o calendário de jogos e torneios no País ainda precisa se adaptar ao do resto do mundo. "Na Europa, existem projetos para limitar para 16 o número de equipes na primeira divisão dos campeonatos, que duram toda uma temporada. No Brasil, temos 24 equipes para jogar turno e returno em apenas seis meses. Isso é um absurdo e só ocorre para satisfazer aos interesses dos dirigentes, que querem manter suas relações políticas e continuar no poder", conclui o ex-jogador do São Paulo, Botafogo-SP, Paris Saint-Germain e seleção brasileira.

Agencia Estado,

14 de julho de 2003 | 16h52

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