Rai, uma história de sucesso na Lusa

O nome é em homenagem ao ex-jogador argentino Diego Armando Maradona. E o apelido é por causa de Raí, também ex-jogador, do São Paulo, PSG e seleção brasileira. Diego Vilela Menezes dos Santos, volante da Portuguesa e conhecido como Rai, está atravessando a melhor fase de sua carreira.Chegou ao Canindé em 2001, quando ainda era juvenil. Agora, aos 20 anos de idade, Rai é titular absoluto do time do técnico Giba. Mas, para isso, ele teve que superar muitas barreiras. Seus irmãos sempre estiveram envolvidos com drogas - até hoje não conseguiram fugir desse problema. Um deles está preso e o outro está internado num hospital psiquiátrico, pois também sofre de esquizofrenia.Ao contrário dos irmãos, Rai sempre se manteve longe das drogas, mostrando interesse apenas pelo futebol.O primeiro time no qual jogou foi o Palmeiras, em 1998. Ficou nas categorias menores, como dente-de-leite e infantil. Como não deu certo, acabou indo para o rival Corinthians. Mais uma vez foi pouco aproveitado e, seis meses depois, chegou ao Canindé.A estréia de Rai como titular da Portuguesa foi no Campeonato Paulista deste ano, contra o União São João, em Araras, pela 10ª rodada do torneio. Gallo ainda era o técnico da equipe e foi graças a ele que Rai teve chance de subir ao time principal. Contra o Palmeiras, seu primeiro clássico como titular, fez uma promessa ao irmão que está preso por problemas com drogas. Se vencesse, Rai o presentearia com a camisa do jogo. Vitória garantida, a promessa só não foi cumprida porque não deixaram que a camisa entrasse no presídio. "Não sei porque isso aconteceu. Acho que é porque não pode entrar camisas de time lá. Mas estou com ela guardada, e a entregarei quando ele for liberado", contou o jogador da Lusa.Emocionado com a situação dos irmãos, Rai agradece muito ao futebol por não ter entrado também no mundo das drogas. "Por ter sempre que treinar, não tinha tempo para ficar na rua. Além disso, infelizmente tive essa experiência na família, e consegui fugir dela", explicou.Seu pai, Vilson, que sempre acompanha Rai nos jogos, também se emociona ao lembrar dos filhos mais velhos. "São coisas que acontecem, infelizmente. Mas, graças a Deus, o Diego (Rai) conseguiu não entrar nesse problema, e hoje está bem na vida", revelou.Rai já chamou a atenção de outros clubes. O técnico Gallo, que agora está no Santos, mostrou interesse em levá-lo para a Vila Belmiro. O contrato dele com a Portuguesa acaba em julho de 2006, mas a diretoria da Lusa já avisou que pretende renovar com o jogador por um bom tempo.

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