Reprodução/Twitter/CAF_online
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Ramadã provoca o adiamento do início da Copa Africana de Nações em seis dias

Período importante para a religião muçulmana deixa atletas em jejum após o pôr do sol

Redação, Estadão Conteúdo

28 de janeiro de 2019 | 12h13

A Copa Africana de Nações, que será disputada no Egito neste ano, foi adiada em seis dias para atender o Ramadã, período mais importante para a religião muçulmana, e permitir que os jogadores tenham tempo para descansar e se recuperar depois de um mês de jejum. A Confederação Africana de Futebol (CAF, na sigla em francês) informou nesta segunda-feira que o torneio vai começar em 21 de junho ao invés do dia 15. A final ficou para 19 de julho.

A mudança veio depois de um pedido de um grupo de nações do norte da África, aprovado no último sábado em uma reunião especial do Comitê Executivo. Algumas das maiores estrelas do continente, incluindo o atacante egípcio Mohamed Salah e o senegalês Sadio Mané, ambos do Liverpool, são muçulmanos.

Os muçulmanos se abstêm de comida e bebida do nascer ao pôr do sol durante o Ramadã, tornando difícil para suas equipes treinar ou jogar. Neste ano, o Ramadã termina em 4 de junho e a mudança da CAF dá aos jogadores quase uma semana a mais para preparação mais adequada para a Copa Africana de Nações.

Esta é a primeira vez que a competição será realizada em junho e julho, coincidindo com a entressafra das ligas europeias e alinhando-se com outros grandes torneios como a Copa do Mundo e a Eurocopa. Será a primeira vez também que a competição reunirá 24 seleções.

A CAF confirmou o dia 12 de abril como a data do sorteio do torneio, que será realizado em frente à Esfinge e às pirâmides de Gizé, no Egito.

Após perder a sede da competição, por causa de problemas com a segurança e a organização, Camarões, atual campeão, perdeu o seu lugar automático e terá de obter a vaga em campo. Quatorze países já se qualificaram, incluindo as estreantes Madagáscar e Mauritânia.

 

 

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